São Paulo, 23 de junho de 2026

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14/04/2018

Mausa amplia portfólio com linha de fresadoras


(16/04/2018) – Fabricante nacional de máquinas de médio e grande portes, a Mausa está investindo na ampliação do portfólio. O mais recente desenvolvimento da empresa de Piracicaba (SP) é a linha de fresadoras CNC FVM-80.

“Trata-se de uma linha de mandrilhadoras-fresadoras floor type (coluna móvel), de curso vertical até 2.200 mm, de alta performance de usinagem e concepção mecânica e eletrônica elaborada para otimizar a relação custo e benefício”, informa Luís Sigot, gerente Comercial da Mausa. A linha conta com RAM de 1.250 mm, eixo-árvore de 130 mm de diâmetro e pode ser equipada com cabeçote de fresar CNC universal fixo automático (versão fresadora), com potência constante de 37kW.

A linha é voltada para usinagem de peças de médio porte, já que tem curso vertical de até 2.200 mm – o que para muitos já é considerado de grande porte. “A FVM-80 vem atender às demandas de modernização desse mercado, num momento em que as empresas estão saindo da crise e a capacidade de investimento está limitada”, observa.

Sigot considera que a crise transformou o perfil médio das empresas no Brasil. “Os históricos de faturamento sofreram impacto, assim como as disponibilidades de financiamento. Portanto, ao pensar na aquisição de novos equipamentos as empresas devem avaliar a garantia da entrega da produtividade necessária para a competitividade, mas a um padrão de investimento também compatível com essa nova realidade”, diz.

O gerente afirma que as oportunidades de negócios para a prestação de serviços de usinagem são reais, mostrando que a crise passou. Porém, os atuais padrões de custos exigem níveis de produtividade elevados, o que implica em máquinas rápidas, com elevadas rotações e configuráveis de modo a atingir plenamente a aplicação pretendida.

“A linha amarela (máquinas rodoviárias e de construção) é um exemplo claro. Os níveis de produção dos principais players deste segmento estão elevados e suas necessidades de usinagem externa também. Ocorre que a mesma peça usinada em dez a doze horas em uma mandrilhadora antiga pode ser usinada em uma fresadora moderna, com recursos atualizados, em menos de três horas – conforme testes e parâmetros já praticados e validados em nossa planta”, afirma. “É uma diferença muito grande, que acaba determinando o fechamento de negócios”.

Sigot aponta ainda outra característica da linha FVM-80: a flexibilidade de aplicações. “Quando a linha for lançada oficialmente (num open house a ser realizado em junho) apresentaremos a mesma máquina para diferentes aplicações: numa configuração clássica, com mesa giratória e mesa fixa; outra aplicação em duplex (duas máquinas frente a frente); além de uma terceira, preparada para peças menores, com separação das áreas de trabalho, sistema pendular etc.”.

A Mausa também se preocupou com a questão da eficiência energética. “Graças a um preciso dimensionamento, a linha FVM conta com funcionalidades que proporcionam significativas reduções de consumo de energia elétrica, conforme o perfil do ciclo de trabalho programado”.

Embora a linha FVM ainda esteja em processo de lançamento, Sigot informa que a Mausa já conta com mais de 10 equipamentos em negociação. “E isso já nos dá um grande entusiasmo sobre a assertividade e o sucesso dessa linha”, diz,a crescentando que, a exemplo dos demais equipamentos fabricados pela empresa, a FVM-80 possui elevado índice de nacionalização, garantindo acesso aos recursos para financiamento pela Finame, do BNDES.

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