
(17/12/2017) – “Com todas as dificuldades do cenário da economia brasileira e sul-americana, vamos fechar este ano com faturamento bem acima do verificado em 2016”, afirma Salvador Fogliano, diretor-presidente da Walter do Brasil, acrescentando que já é possível perceber vários sinais positivos de recuperação da indústria brasileira.
Entre esses sinais, o executivo destaca os provenientes do setor automotivo, que concentra a maioria dos clientes da empresa. “Algumas montadoras estão voltando a trabalhar em três turnos. A produção e a venda de caminhões também têm crescido nos últimos meses. É um quadro bem promissor para o setor de usinagem”, diz, acrescentando que “a indústria aeronáutica (outro grande consumidor de ferramentas), atrasou um pouco, mas certamente irá retomar no primeiro semestre”.
O resultado desse movimento está no aumento das vendas diárias da empresa. “Nos três últimos meses, a Walter do Brasil tem registrado aumento diário na entrada de pedidos, se comparado aos dias correspondentes do trimestre anterior. O número de projetos e orçamentos aumentou consideravelmente”, informa. “
Para Fogliano, a Walter do Brasil está pronta para a retomada. Ele frisa que a filial brasileira fez muitos esforços para manter a equipe, mesmo durante os momentos mais críticos da crise que o País atravessou. “Nós adotamos a estratégia de manter a equipe, fizemos o possível para manter a nossa competência. Quando o mercado reagir, estaremos prontos. Não iremos precisar contratar”.
De outro lado, em termos de produtos, Fogliano informa que a empresa também está preparada. “A linha Tiger.tec Gold tem sido um facilitador para nós nesse momento de aumento do volume de negócios”, observa, referindo a mais recente linha de ferramentas da empresa. “A Walter esta muito bem em termos de novos produtos e bem armada para atender os desafios de 2018”.
“Se for mantido esse ritmo, acredito que vamos ter uma recuperação em 2018”, diz, ressaltando que em sua opinião a retomada da indústria será lenta e gradual. Para Fogliano, o fato de 2018 ser um ano de eleições pode favorecer a recuperação, pois normalmente esses períodos são caracterizados por investimentos públicos, com mais dinheiro girando na economia. De outro lado, a turbulência política pode ser um fator negativo. “Mas, analisando realisticamente, acredito que 2018 será melhor que 2017”.