São Paulo, 06 de julho de 2026

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04/11/2017

Indústria de transformação: ICI no melhor nível desde 2014

(05/11/2017) – O ICI – Índice de Confiança da Indústria de Transformação subiu 2,6 pontos em outubro, atingindo 95,4 pontos, o maior desde abril de 2014, segundo pesquisa realizada pelo IBRE – Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas, divulgada no último dia 31 de outubro.

“A confiança está se aproximando dos 100 pontos que é uma boa notícia”, disse a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV Ibre, Tabi Thuler Santos. “Abaixo de 90 pontos é a zona extremamente baixa, mas o ICI da Indústria de Transformação já saiu dessa zona há alguns meses”.

Para a economista, os dados já refletem a melhora da demanda. “E também da situação dos negócios e da melhora de rentabilidade. Os preços de exportação começaram a responder, aumentando em volume e preço”. Neste mês, foi registrada alta em 10 de 19 segmentos pesquisados.

Apesar da alta, a confiança continua baixa em termos históricos, porém, aumenta o percentual de segmentos que se aproximam da média histórica. Segundo a coordenadora da sondagem, o setor de celulose acusou índice de confiança muito alto. “É um segmento que exporta muito, e é pouco voltado ao mercado interno. A exportação melhorou muito no início do ano e houve melhora de crédito”, opinou Tabi Thuler.

Principal responsável pela melhora na confiança, o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 4,9 pontos, atingindo 95,5 pontos. Já o indicador de nível de demanda somou 93,1 pontos, o maior nível desde agosto de 2015.

“O indicador de demanda vinha melhorando muito lentamente por causa do aumento das exportações. Este mês deu um salto importante e foi uma melhora difusa, muitos segmentos relatando a melhora da demanda no mercado interno”, disse a economista.

De acordo com a pesquisa, o indicador de produção prevista para os três meses seguintes subiu 2,7 pontos, indo para 96,8 pontos. Houve aumento da proporção das empresas prevendo alta da produção de 32,8% para 34,6%, e diminuição da proporção das que esperam redução da produção de 20,8% para 17,6% do total.

Segundo a pesquisa, os indicadores aproximam-se aos poucos de suas médias históricas, à exceção do nível de utilização da capacidade, que está em 74,3% (a média histórica é de 77,9%). “Este indicador continua muito baixo e com perspectivas incertas, uma vez que o cenário é de recuperação lenta e sujeita aos riscos do ambiente político”, finalizou Tabi.

Fonte: Agência Brasil/FGV

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