
(30/07/2017) – No início de 2017, a indústria de máquinas e equipamentos brasileira tinha a expectativa de uma leve recuperação neste ano, em torno de 5% de alta no faturamento. O balanço do primeiro semestre, divulgado pela Abimaq na semana passada, mostra que até aqui a recuperação ainda não teve início e já se projeta mais um ano de queda, que seria a quarta consecutiva.
Nos primeiros seis meses de 2017, a receita líquida dos associados da entidade ficou 6,7% abaixo do mesmo período do ano passado. Segundo a Abimaq, o desempenho negativo se deve principalmente a “valorização do real que influenciou cerca de 40% da receita direcionado ao mercado externo”. No mercado interno, as vendas ficaram estáveis na comparação entre os semestres.
Sobre a relação real x dólar, a entidade avalia que “a cotação atual tem sido influenciada basicamente pelo ambiente doméstico. Os acontecimentos recentes, entre eles, a aprovação no Senado da Reforma Trabalhista e o anúncio da condenação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva trouxeram otimismo ao mercado, elevando a cotação do dólar a R$ 3,15 em junho, longe de um câmbio competitivo estimado em R$/US$ 3,90”.
De acordo com o balanço, no primeiro semestre, o setor acumulou alta de 2,3% nas suas exportações, sendo que em junho o volume exportado cresceu 6,8% em relação ao mês anterior.
Já as importações apresentaram recuo de 56,7% na comparação entre os dois semestres. Abimaq destaca, porém, que “mais da metade dessa queda se deve à base de comparação: em junho de 2016 a Siderúrgica de Pecem trouxe da Coreia do Sul o equivalente a US$ 800 milhões em máquinas e equipamentos”. Em junho, as importações registraram alta de 10% em relação ao mês anterior.