São Paulo, 25 de junho de 2026

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19/11/2016

Ceratizit busca crescimento em novos nichos


(20/11/2016) – Dos grandes players mundiais da indústria de metal duro, a Ceratizit é uma das empresas com atuação em maior número de segmentos: ferramentas de corte, cilindros, pastilhas de serras para madeira e peças de desgaste (wear parts). Esse amplo portfólio – associado a novas estratégias locais – tem permitido à filial brasileira manter um desempenho estável, apesar da crise que afeta a indústria nacional.

Para Marcos Mantovani, diretor-geral da Ceratizit do Brasil, “2016 está sendo um ano muito difícil, porém com os mesmos resultados em termos de faturamento do ano passado”. Para atingir esse desempenho, o executivo conta que a filial buscou ampliar a atuação em todos os nichos de mercado, em especial naqueles enfrentam menos dificuldades no momento.

Para exemplificar, cita o setor de papel e celulose – atualmente em expansão no Brasil, com novas fábricas no Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo. Para este segmento, a Divisão de Wear Parts da Ceratizit produz facas de metal duro para o corte de celulose de até 5 m. “É um nicho no qual ainda não tínhamos grande participação no Brasil e temos alcançado bons resultados, inclusive com a ampliação do número de funcionários para atender essa área”. Ainda no caso de Wear Parts, a empresa fortaleceu a atuação entre os fabricantes de pregos. “Os principais fabricantes de máquinas para a produção de prego da Europa fornecem seus equipamentos já ferramentados com produtos da Ceratizit. Nós, aqui no Brasil, reavaliamos nossa atuação nesse segmento e conseguimos reconquistar vários clientes importantes”.

No segmento de ferramentas de corte para usinagem, o principal foco foi a rede de distribuição. A filial ampliou de 15 para 23 o número de distribuidores no País. “Como nossa participação nesse segmento ainda é pequena no Brasil, só a ampliação da rede já nos permitiu um crescimento significativo”, diz Mantovani, ressaltando que a empresa também investiu em treinamento de distribuidores e clientes, promoveu seminários e investiu em clientes-chave. “Com isso, nos tornamos um pouco mais conhecidos no mercado nacional”, avalia.

Já no segmento de cilindros de metal duro, os resultados não foram positivos em relação ao ano passado. Nesse caso, como explica o diretor, a Ceratizit detem a maior fatia do mercado brasileiro e os resultados estão 100% atrelados ao desempenho dos fabricantes de ferramentas rotativas, que enfrentam os problemas decorrentes da retração da economia e da queda da atividade industrial em geral. Nesse segmento, os negócios devem fechar entre 20 e 30% abaixo do ano anterior.

No segmento de pastilhas para serras para madeira, a filial abriu a possibilidade de importação direta para clientes estratégicos. Com isso, os resultados podem ser analisados de dois modos. De um lado, o volume de negócios da filial ficou estável; de outro, o volume de negócios diretamente com a matriz aumentou. “Nesse segmento, a participação da Ceratizit como um todo cresceu, ganhamos market share, mas para a filial o faturamento se manteve estável”, diz Mantovani, acrescentando que os grandes usuários de serras foram favorecidos pela variação cambial e ampliaram suas exportações.

2017 – Para o próximo ano, Mantovani não se mostra muito otimista. “No que se refere a economia brasileira, não estamos esperando nada muito melhor do que foi 2016”, diz. “Nós estamos pensando é na nossa estratégia de negócios, que trouxe bons resultados este ano. Estamos contando com nossos produtos e nossa expertise em vários segmentos. Ainda temos muito a oferecer à indústria brasileira”, afirma.

Para o diretor, a estratégia de foco em nichos de mercado será acentuada em 2017. Além de papel e celulose e fabricação de pregos, vai aprofundar a atuação na área siderúrgica (cilindros laminadores) e vidros (lâminas para rebarbação), entre outros. “Contando com a experiência da Ceratizit de mais de 100 anos, estamos nos focando em segmentos de maior valor agregado em detrimento de algumas commodities, onde cresce a concorrência asiática de baixo custo”.

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