São Paulo, 25 de junho de 2026

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15/10/2016

Com exportações, Mapal Brasil mantém crescimento

(16/10/2016) – A Mapal do Brasil deve fechar o exercício de 2016 com crescimento em torno de 4%. As exportações de ferramentas de PCD para a filial do grupo alemão nos Estados Unidos e para clientes da Argentina, México e Chile estão sendo fundamentais para esse desempenho.

“As vendas externas representam hoje mais de 15% de nosso faturamento”, informa Sidney Pimenta Paiva, presidente da Mapal do Brasil. Mas não é só no mercado externo que a empresa tem tido bons resultados, tanto que a fábrica da Mapal em Ibirité (MG) está operando em três turnos desde abril.

Sidney Paiva reconhece que o mercado interno sofreu grande retração. “O mercado doméstico sofreu muito”, ele diz, lembrando que só em 2016 a produção de veículos – principal segmento consumidor de ferramentas de corte – encolheu 18%. De 2013 a 2016, a queda acumulada é superior a 50%. “Esse fato afetou todo o setor de ferramentas para usinagem”, observa.

Para se manter em crescimento, a filial contou com dois outros importantes fatores, além das exportações. O primeiro foi o investimento realizado em 2013, que permitiu à empresa iniciar a produção local de ferramentas rotativas em metal duro, segmento em que praticamente não atuava no mercado brasileiro. “Essa linha tem tido um bom crescimento, incluindo os serviços de reafiação, principalmente entre as matrizarias do Sul do País, que trabalham com aços de difícil usinabilidade”, diz. “Nós havíamos previsto crescimento em torno de 20% nessa linha, mas o resultado tem nos surpreendido, com uma alta de cerca de 60% em relação a 2015”.

Outro fator foi o trabalho em OEM, junto aos fabricantes de máquinas. “A Mapal está presente – de maneira significativa – em todos os novos projetos de motores realizados pelas montadoras do País, que estão sendo lançados em 2016 e que serão lançados em 2017”, afirma.

Quanto a 2017, Paiva se diz bastante otimista. O executivo avalia que até o final de 2016 o ritmo atual será mantido, mas que no próximo ano os negócios devem melhorar gradualmente, preparando a retomada dos investimentos que deve ocorrer em 2018. “O mercado está prevendo um crescimento de 2 a 3% em 2017. Nós estamos fazendo um planejamento estratégico orientado no sentido de obter um crescimento que seja o dobro do esperado pelo mercado”, conclui.

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