(14/08/2016) – A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o BNDES lançaram no início de agosto o Inova Mineral – Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação no Setor de Mineração e Transformação Mineral. Com recursos de R$ 1,18 bilhão, o programa irá financiar projetos de inovação no setor de mineração.
O Inova Mineral apoiará planos de negócios para desenvolvimento, entre outros, de tecnologias de produção de materiais aplicados na geração de energia solar e eólica, e em dispositivos acumuladores de energia, voltados, por exemplo, para o desenvolvimento do mercado de carros elétricos. Tais materiais, à base de silício, lítio e terras raras, são determinantes para a evolução desses setores, que trarão impactos ambientalmente positivos.
O avanço tecnológico em baterias de íon de lítio, por exemplo, tem permitido o desenvolvimento de acumuladores de energia menores e mais eficientes para armazenamento de eletricidade gerada por painéis solares instalados em residências e prédios comerciais. Outro importante foco de apoio são as tecnologias dedicadas à recuperação e ao reaproveitamento de resíduos da mineração, métodos mais sustentáveis de deposição e monitoramento e controle de riscos ambientais e de barragens.
O Inova Mineral apoiará o setor, selecionando planos inseridos nos seguintes temas: Tecnologia, diversificação e competitividade em minerais “Portadores de Futuro”, com foco em materiais de alto desempenho; Ampliação da oferta de Fosfato e Potássio e redução do déficit comercial de fertilizantes; Tecnologias de processo mineral para competitividade e desconcentração de mercado; Redução e mitigação de riscos e de impactos ambientais; Adensamento da cadeia via desenvolvimento e absorção de tecnologias.
QUÍMICA – Na mesma ocasião, BNDES e Finep também anunciaram os 27 projetos para o PADIQ – Plano de Apoio ao Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química, que totalizam investimentos de R$ 2,4 bilhões.
Entre os planos selecionados do PADIQ estão investimentos que vão desde pesquisa, desenvolvimento e inovação para substituição de produtos potencialmente alergênicos ou carcinogênicos, em aplicações que incluem artigos infantis como mamadeiras e chupetas, desenvolvimento de fibras de carbono para os setores aeroespacial, automobilístico, esportes, industrial (como o de petróleo e gás) e o eólico, até o desenvolvimento de fragrâncias a partir de frutas, flores e plantas brasileiras.
Os projetos selecionados têm a seguinte distribuição temática: químicos a partir de fontes renováveis,(70%); fibras de carbono (11%); insumos para higiene pessoal e cosmético (10%); aditivos químicos para alimentação animal (5%); aditivos químicos para exploração e produção de petróleo (3%); e derivados de silício (1%). De acordo com o BNDES, o PADIQ demonstrou condições de atrair investimentos em fábricas de escala mundial e desenvolver produtos atualmente não produzidos no país.