(10/07/2016) – O mercado industrial pode dar os primeiros sinais de reação ao longo deste segundo semestre. Essa é a avaliação de Milton Rezende, presidente da ABFA – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentas e Abrasivos.
Rezende cita os índices de produção industrial, positivos em março e abril e estável em maio – na comparação com os mesmos meses do ano anterior. “Ainda não estamos em crescimento, mas a produção industrial deixou de cair”, diz o presidente da ABFA.
Em sua opinião, o segundo semestre deve ser muito parecido com o mês de maio, ou seja, de estabilidade, o que já permitirá à indústria ‘respirar um pouco’. Assim, não é possível prever crescimento para 2016, o que deve ocorrer em 2017. “É grande a expectativa com as ações que o governo irá implementar. Por mais que se queira trabalhar, ainda é muito grande a dependência da indústria de decisões governamentais”, afirma.
Rezende lembra que também é grande a dependência do setor de ferramentas e de abrasivos, especialmente de ferramentas de usinagem, do setor automotivo, que não atravessa um longo período de retração. “Não há como o setor de ferramentas se recuperar sem que o seu principal consumidor tenha reagido”.
Para ele, a exportação será um fator fundamental para a retomada industrial no Brasil. “Se a política cambial for mantida vai viabilizar a exportação, inclusive de ferramentas”, afirma, acrescentando que uma grande empresa do setor está transferindo para o Brasil uma linha de produção que será voltada ao mercado externo. “O Brasil volta a ser interessante como base de exportação”, conclui.