
(12/06/2016) – Após atingir o menor nível da série histórica (81,9 pontos), o Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria da Fundação Getulio Vargas subiu 0,6 ponto em maio, alcançando 82,5 pontos. Trata-se da primeira alta do índice desde 2013.
“Embora discreta, esta foi a primeira alta do indicador desde o terceiro trimestre de 2013, o que é uma boa notícia”, observou Aloisio Campelo Jr., superintendente-adjunto para Ciclos Econômicos do FGV/IBRE. ”O resultado sugere que as taxas de crescimento do investimento já passaram por seu pior momento e podem, gradualmente, se tornar menos negativas daqui por diante. Há que se considerar, no entanto, o elevado grau de incerteza contido nas expectativas dos empresários atualmente, tanto na definição dos valores a serem investidos quanto nas avaliações de risco que o programa atual não seja cumprido conforme originalmente planejado”.
Certezas e Incertezas – Nas avaliações da FGV contidas na publicação Sondagem de Investimentos, há a interpretação de que existe hoje, no setor industrial, mais empresas incertas (39,1%) que certas (31,8%) em relação à execução de seus programas de investimentos nos próximos 12 meses, um saldo de -7,3 pontos.
O percentual de 31,8% de empresas certas quanto à possibilidade de investimentos foi o menor percentual sobre as execuções dos investimentos e, paralelamente, o maior de empresas incertas desde o início deste quesito, no 4º trimestre de 2014.
Para a FGV, o resultado decorre das incertezas em relação aos cenários econômicos e políticos do país, e lança dúvidas quanto à efetiva evolução dos investimentos planejados nos próximos meses.
A edição do segundo trimestre de 2016 da Sondagem de Investimentos coletou informações de 784 empresas entre 4 de abril e 31 de maio.