
(15/05/2016) – O mercado brasileiro tem exigido sacrifícios de todas as indústrias que atuam aqui. Não tem sido diferente com a Romi, o principal fabricante nacional de máquinas-ferramenta. A queda de demanda obrigou a alguns cortes de pessoal, entre outros ajustes. Mas a direção da empresa decidiu orientar a companhia no sentido de deixá-la preparada pra quando o mercado reagir.
Para tanto, foram mantidos os investimentos em P&D e a estrutura de vendas e de suporte aos clientes. Além disso, buscou-se a consolidação no mercado externo. Um dos resultados dessa estratégia é que a empresa tem registrado aumento na entrada de pedidos na linha Romi, as máquinas fabricadas em Santa Bárbara D´Oeste (SP). Nessa linha, os pedidos cresceram 12,8% no primeiro trimestre (mercado interno + exportações).
“No mercado interno estamos bem abaixo se compararmos com os anos de 2012 e 2013, mas no mercado externo estamos colhendo os melhores resultados dos últimos quatro anos”, afirma Luiz Cassiano Rosolen, diretor-presidente da Romi.
“Tenho convicção que o mercado vai melhorar”, diz Rosolen. Em sua opinião, essa melhora tende a ocorrer por dois motivos. O primeiro: estamos vivendo o auge da recessão, portanto, a base de comparação é baixa. Segundo: as mudanças que devem ocorrer na política e na economia vão trazer algum otimismo à indústria.
“Qualquer mudança num mercado que tem expectativa de PIB negativo certamente trará algum otimismo para a indústria, elevando o patamar de confiança do mercado”, avalia, acrescentando, porém, que uma simples mudança não basta para que haja uma retomada. “É preciso fazer todas as reformas necessárias para que essa melhora se prolongue”.