(17/04/2016) – A divulgação pela imprensa de que o preço do aço deve sofrer alta da ordem de 11% provocou reação da Abimaq, entidade que representa mais de 7.800 empresas do setor de máquinas e equipamentos. Segundo a entidade, tal medida prejudicaria ainda mais a competitividade da indústria brasileira e geraria efeitos nefastos para o setor.
Para Carlos Pastoriza, presidente da entidade, a elevação do preço do aço ocasionaria aumento nos custos da produção e do investimento e alta da inflação, em um período em que o país enfrenta dificuldades tão profundas, com reflexos negativos em toda a cadeia produtiva, gerando, inclusive, um dos maiores índices de desemprego de toda a história do setor.
“Acreditamos mesmo que todos os elos da cadeia de produção, matérias-primas, inclusive, necessitam agir no sentido de garantir a perenidade do parque fabril no Brasil, salvando milhares de empregos, porque não podemos perder de vista que, enquanto a indústria do aço emprega cerca de 100 mil pessoas no país, as indústrias que consomem o produto mantêm mais de 5,1 milhões de postos de trabalho”, acrescenta Pastoriza.
“E não podemos perder de vista – complementa – que as matérias-primas representam a maior parte do nosso custo de produção, sendo que o aço tem o maior peso, já que é o insumo mais utilizado. Um aumento compromete a capacidade econômico-financeira e operacional das empresas do setor, podendo causar aumento da inflação com impacto no custo das construções de residências, eletrodomésticos, automóveis, entre outros produtos, além do impacto direto no Custo Brasil, que já é um dos mais altos do planeta, sem contar que o investimento no país ficará ainda mais caro”.