(27/03/2016) – Apesar da queda de demanda no mercado brasileiro, a Kennametal do Brasil espera fechar o atual exercício no azul. Este é o resultado de um conjunto de ações adotado a partir do segundo semestre de 2015 que visava tornar a operação brasileira lucrativa.
Entre as ações que mais contribuíram para esse resultado, estão a diversificação de mercados, o aumento das exportações e a adoção de um novo planejamento com foco na readequação dos custos, incluindo um corte de pessoal em setembro passado. Também foram implantados novos sistemas de controle de custos e de vendas.
Com o intuito de diversificar sua atuação no mercado brasileiro, a filial buscou entrar em novos segmentos. “Conseguimos conquistar maior número de clientes no setor aeroespacial, onde éramos muito fracos, e também no setor eólico”, informa Marcos Contarini, diretor de Vendas para a América do Sul da Kennametal.
De acordo com o diretor, a filial também tem sido bem-sucedida nas concorrências de novos projetos no setor automotivo, especialmente nas que envolviam a usinagem de alumínio. Tanto que a célula de produção de ferramentas de PCD que mantém em sua fábrica de Indaiatuba (SP) está trabalhando a toda capacidade.
Aliás, das quatro divisões que compõem a fábrica brasileira apenas a de Romicron não está “cheia” no momento. Para tanto, Contarini explica que a filial aumentou o volume de exportações para outras filiais do grupo, em especial os suportes de ferramentas top notch (que a fábrica começou a produzir recentemente) e algumas linhas de fresas standard. “Essas exportações intercompany têm contribuído não só para manter nossa fábrica cheia como aumentam a nossa lucratividade”, destaca.
O diretor observa que se contabilizados apenas os dados de vendas no mercado interno o faturamento estaria apenas 5% abaixo do obtido no exercício anterior. “Preferíamos estar crescendo, mas diante do quadro atual, com os mercados de automóveis e caminhões – nossos principais clientes – em forte queda, podemos considerar nossa situação como boa”, diz.
Para Contarini, a crise atual ainda deve se estender por mais alguns meses. Sua expectativa é que até o final do ano a situação se estabilize. A partir daí, a economia deve retomar em passos lentos, o que deve exigir um longo período até retornar aos patamares pré-crise. “De nossa parte, pretendemos manter nosso foco na lucratividade da operação e aguardar o mercado reagir”, conclui Contarini.