
(17/01/2016) – A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) prevê ligeiro aumento na produção de veículos em 2016. De acordo com projeções apresentadas neste início de ano, a produção de veículos deve aumentar 0,5% este ano na comparação com 2015, principalmente pelo aumento das exportações.
Luiz Moan, presidente da Anfavea, aponta dois fatores principais contribuem para esta análise: “Acreditamos que em 2016 haverá um aumento das exportações, ocasionado pelo esforço das empresas em expandir negócios externos em um momento cambial oportuno. Além disso, também em função do câmbio, projetamos redução da participação dos importados, que tendem a ser substituídos por produtos nacionais”, disse. “Esses dois fatores, aliados a uma estabilidade do contexto macroeconômico, maior número de dias úteis e expectativa de lançamentos, nos levam a crer em aumento da produção este ano, mesmo com alguma retração do licenciamento”.
Na avaliação da entidade, as vendas de veículos no mercado interno devem cair 7,5% em 2016 quando comparados com 2015. Para exportações, novo crescimento deverá ocorrer este ano: a projeção é de elevação de 8,1%. Para o segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, as projeções são de aumento de 2% nas vendas internas, elevação de 2,3% da produção e alta de 7% na exportação.
Na mesma oportunidade a Anfavea também apresentou o balanço consolidado do setor em 2015. No ano foram vendidas 2,57 milhões de unidades, o que representa retração de 26,6% com relação as 3,50 milhões de 2014. A produção de veículos terminou 2015 com redução de 22,8%: 2,43 milhões de unidades em 2015 contra as 3,15 milhões de 2014.
“O cenário político de 2015 contribuiu para a redução da confiança dos consumidores e investidores. A consequência disso é o adiamento da compra, pois se criou uma expectativa por definições para dar maior previsibilidade e propiciar um melhor planejamento”, avaliou Luiz Moan.
Já as exportações, impulsionadas pela valorização do dólar e também pelos acordos comerciais firmados em 2015 (Argentina, Colômbia, México e Uruguai) registraram alta: em 2015 saíram do Brasil 417 mil unidades, com alta de 24,8% em relação as 334,2 mil de 2014.