São Paulo, 26 de junho de 2026

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14/11/2015

Autodesk adota modelo de assinatura na venda de softwares

(15/11/2015) – O Brasil será o primeiro país no qual a Autodesk irá implantar um novo modelo de comercialização de licenças. As licenças perpétuas de softwares, como o AutoCad e Inventor, e suítes de design e criação, deixarão de ser ofertadas (os contratos em vigor serão mantidos). A partir de 31 de janeiro de 2016 a empresa passará a comercializar apenas assinaturas (desktop subscription) por períodos, que podem ser anuais, semestrais ou até mesmo mensais.

O novo modelo traz benefícios para os usuários, em especial as empresas de menor porte e os empreendedores individuais, que não precisarão arcar com os custos mais elevados das licenças perpétuas. Hoje, por exemplo, uma licença do AutoCad LT, a versão de entrada deste produto, custa cerca de R$ 6 mil; a assinatura sairá por cerca de R$ 200 mensais (este valor ainda é apenas uma estimativa).

“Dar aos clientes a flexibilidade nas soluções de software por assinatura que correspondem precisamente às suas necessidades é a melhor forma de posicioná-los para competir nesta nova era”, observa Marcelo Landi, presidente da Autodesk Brasil. “O contrato de locação traz grande flexibilidade de uso para nossos clientes, assim como a possibilidade de aumentar ou diminuir o uso, de acordo com a necessidade da empresa ou de um projeto específico”, explica, destacando que outra vantagem é sempre ter acesso à versão mais recente da tecnologia durante a vigência da assinatura.

De acordo com Landi, o novo modelo de comercialização foi antecipado exclusivamente no Brasil, pois a matriz entendeu que o mercado local demonstrou estar mais adaptado para esta nova realidade, uma vez que o crescimento na base de clientes que utilizam as licenças por meio de assinatura foi bastante significativo ao longo de 2015.

“O mercado consumidor e os ecossistemas da indústria estão mais dinâmicos do que nunca, e não é mais possível empacotar novas versões de software a cada ano. Novidades surgem a todo momento e vamos entregá-las a nossos clientes com muito mais agilidade”, considera.

REDUÇÃO DA PIRATARIA – Landi conta que a Autodesk promoveu recentemente um teste do novo modelo de comercialização na Austrália e na Nova Zelândia. O resultado foi um aumento de 50% no número de usuários.

De acordo com o executivo, a Autodesk prevê queda de receita, a exemplo de outras empresas que adotaram modelos semelhantes, nos primeiros dois ou três anos, devido a diferença entre o custo das licenças perpétuas e o das assinaturas. A longo prazo, porém, a projeção é de maior rentabilidade. O novo modelo também oferece boas perspectivas de diminuição da pirataria (hoje estimada em 50%), graças à redução do investimento inicial.

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