(25/10/2015) – As dificuldades de acesso ao crédito bancário, por pessoas jurídicas, estão maiores do que no auge da crise financeira de 2008 e 2009, segundo a Sondagem Industrial divulgada no último dia 21 pela CNI – Confederação Nacional da Indústria.
A pesquisa, feita na primeira metade de outubro com 2.468 empresas, revela que o indicador de facilidade de acesso ao crédito caiu pelo sétimo mês consecutivo e está em 29,9 pontos, em uma escala de zero a 100. Quanto menor o índice, maior a dificuldade.
A sondagem da CNI revela também que os empresários estavam insatisfeitos com o lucro e a situação financeira no terceiro trimestre (julho a setembro). O indicador de margem de lucro operacional ficou em 32,7 pontos, e o de satisfação financeira em 38,9 pontos.
Expectativas – De acordo com os dados, os preços das matérias-primas também subiram no trimestre passado. Apesar disso e das incertezas econômicas, a CNI aponta sinais positivos no horizonte, como a redução do excesso de estoques, que caiu de 53 para 51,6 pontos. De acordo com o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, “o início de um processo de ajuste dos estoques é muito positivo, porque, se consolidado, abre caminho para o aumento futuro da produção”.
Outro ponto positivo é o aumento do otimismo dos empresários em relação às vendas externas. O índice de expectativas nos próximos seis meses passou de 50,2 pontos, em setembro, para 52,5 pontos. A disposição de investimento também melhorou um pouco, com elevação de 39,2 para 40,7 pontos, depois de nove quedas sucessivas.
Mas nem todas as perspectivas são positivas. A forte oscilação do dólar no ano fez com que a taxa de câmbio subisse do oitavo para o quarto lugar no ranking das principais preocupações do empresariado. De acordo com a CNI, “a volatilidade do câmbio dificulta qualquer análise das empresas para planejamento de exportação, formação de preços e investimento necessário para o esforço exportador”.
A maior preocupação do setor continua a ser, porém, a elevada carga tributária, de acordo com 44,9% das respostas, seguida pela demanda interna insuficiente (42,2%) e o alto custo da energia (29,4%).
Fonte: Agência Brasil