
(18/10/2015) – A investigação da Volkswagen sobre a manipulação das emissões de poluentes dos motores a diesel envolve pelo menos 30 pessoas do grupo, segundo a revista alemã Der Spiegel, citada pela Agência Brasil.
De acordo com a notícia publicada pela Der Spiegel, os resultados preliminares do inquérito conduzido pela Volkswagen e pelos advogados da empresa nos Estados Unidos sugerem que "a fraude nas emissões não foi ato de um pequeno grupo de gestores", mas de dezenas de pessoas da empresa, que deverão ser "suspensas".
O grupo Volkswagen admitiu no mês passado ter instalado softwares em cerca de 11 milhões de motores a diesel de veículos de diversas marcas, com um software capaz de fraudar os resultados dos dados de emissões de poluentes.
O grupo, com sede em Wolfsburg, na Alemanha, prometeu investigar o caso, mas sempre disse que a responsabilidade era limitada a um pequeno grupo de pessoas, sendo que algumas delas já foram demitidas. Entre elas, de acordo com a imprensa alemã, está o diretor de Tecnologia da Audi e da Porsche. A Volkswagen nunca confirmou a identidade dos suspeitos e não comentou a notícia da Der Spiegel.
Abalado pelo escândalo, o grupo Volkswagen está substituindo seus principais gestores. Martin Winterkorn, presidente executivo, pediu demissão no final de setembro e foi substituído por Matthias Müller, então presidente da Porsche. Winfried Vahland, presidente da Skoda, subsidiária do grupo, assumirá a direção da empresa nos EUA, onde o escândalo estourou.
Fonte: Agência Brasil