(13/09/2015) – Entre 2003 e agosto de 2015, recursos do BNDES ajudaram a acrescentar 70% da capacidade de geração eólica do Brasil, hoje estimada em 6,5 MW. A cifra equivale a quase meia usina de Itaipu. Em setembro, o banco estatal aprovou outras três operações, no valor total de R$ 1,07 bilhão, para complexos de energia eólica nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. As novas usinas tem potencial de 480 MW e devem gerar 7,6 mil empregos diretos e indiretos na construção e operação.
São dois financiamentos de longo prazo: R$ 652,5 milhões ao Complexo de Itarema (CE) e R$ 273 milhões para o Complexo Vamcruz, em Serra do Mel (RN). Ambos os projetos, estruturados na modalidade de project finance, integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O projeto de Itarema terá potencial instalado de 207 MW. Ele é composto de nove parques eólicos que serão concluídos em duas fases. A primeira, com quatro parques, entra em operação em fevereiro e a segunda, com cinco, em setembro de 2016.
Já o Complexo Vamcruz, em Serra do Mel (RN), é controlado por uma holding de mesmo nome dona de quatro parques eólicos que devem gerar, no total, 93 MW. A holding é formada pela Centrais Hidroelétricas do São Francisco (Chesf), que tem 49%, pelo francês Grupo Voltalia, que tem 25,6%, e pela Encalso Construções Ltda, do Ceará, com 25,4%. Na construção, devem ser criados 60 empregos diretos e 605 indiretos.
O BNDES também aprovou empréstimo-ponte no valor de R$ 144,9 milhões para a implantação de 12 usinas eólicas e o sistema de transmissão do Complexo de Hermenegildo, nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Rio do Grande do Sul. O empréstimo-ponte visa agilizar a realização de investimentos por meio da concessão de recursos no período de estruturação da operação de longo prazo.