(09/08/2015) – De acordo com o Senai, a escolha de profissões cujas habilidades técnicas são requisitadas na indústria, comércio e nas empresas de prestação de serviços pode representar uma proteção para os trabalhadores em períodos de retração da economia. Entre essas profissões estão a de técnico em operação e monitoração de computadores, a de técnico em programação e a de mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de refrigeração. A conclusão é do levantamento inédito feito pelo Senai, com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged).
O trabalho foi divulgado quinta-feira passada, durante a apresentação da equipe que representará o Brasil na WorldSkills, a olimpíada internacional de profissões técnicas. A competição reunirá 1.200 competidores de 62 países no Anhembi Parque, em São Paulo, de 12 a 15 de agosto. O Brasil participará da WorldSkills com 56 competidores.
Conforme o estudo, 10 ocupações técnicas industriais apresentaram saldo positivo entre as demissões e as contratações nos últimos 12 meses, período em que aumentou o desemprego no País. Essas ocupações, que somam cerca de 220 mil empregos em todo o País e, de julho de 2014 a junho de 2015, acumulam saldo positivo de 3.273 vagas.
As ocupações são as seguintes:
– Técnico em monitoramento e suporte de computadores;
– Técnico em desenvolvimento de sistemas;
– Mecânicos de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração;
– Técnicos em produção, conservação e qualidade de alimentos;
– Técnico do vestuário;
– Técnico em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos;
– Mecânico de manutenção aeronáutica;
– Instalador e mantenedor de sistemas eletrônicos e de segurança;
– Técnicos em fotônica;
– Técnicos em biologia.
"A qualificação pode reduzir o risco de desemprego ou, ao menos, reduzir o tempo longe do mercado de trabalho", afirma o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. "Quem faz cursos de educação profissional tem mais chances de conseguir um emprego com bons salários e construir carreiras estáveis", destaca ele.
Lucchesi ressalta que essas ocupações têm várias características em comum. As principais são: transversalidade (a variedade de setores em que um profissional pode atuar); crescimento da remuneração acima da média; menor diferença entre salários de admissão e desligamento.
Além disso, o estudo mostra que o desemprego entre os trabalhadores que fizeram algum curso de formação profissional é inferior ao dos que não se qualificaram. Em dezembro de 2014, a taxa de desemprego entre quem tinha formação profissional era de 3,9%, enquanto que entre os que não tinham se qualificado era de 4,5%. Em junho deste ano, era de 6,6% e 7%, respectivamente, conforme os dados da Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).