
(19/07/2015) – A CeramTec SPK é uma das raras empresas do setor de ferramentas no Brasil que estão conseguindo crescer em 2015. “Apesar do mercado desfavorável, estamos conseguindo aumentar nosso faturamento. Estamos cerca de 20% acima do obtido no primeiro semestre de 2014”, diz Sérgio Rosa, gerente da CeramTec do Brasil, que espera manter o ritmo de crescimento até o final deste exercício.
O gerente explica que alguns fatores têm contribuído para o bom desempenho. O primeiro é próprio potencial do mercado brasileiro para ferramentas de CBN e cerâmicas técnicas, especialidades da empresa alemã. Outro é a ampliação da rede de distribuidores, que hoje está presente em todos os polos industriais das regiões Sul e Sudeste, e também da equipe de vendas diretas, possibilitando a conquista de novos projetos e novos clientes.
“Além disso, a CeramTec é a pioneira em cerâmicas técnicas no Brasil, a princípio representada pela Gremafer e posteriormente pela Mapal, mas a atuação direta é recente”, diz o gerente, lembrando que a filial brasileira foi constituída apenas cinco anos atrás. ”Desde então temos crescido todos os anos”.
De acordo com Sérgio Rosa, uma das metas da filial é conquistar 20% do mercado brasileiro de ferramentas de cerâmica e CBN. Para tanto, a empresa decidiu investir em ações para divulgar a marca, além de promover o uso correto da usinagem com ferramentas cerâmicas. Um exemplo foram os seminários técnicos realizados na semana passada em Joinville (SC) e Jundiaí (SP), com palestras de especialistas vindos da Alemanha que abordaram temas como torneamento, torneamento de materiais endurecidos e fresamento.
Michael Barro, gerente de Exportações da CeramTec, que esteve no Brasil na semana passada, informa que a companhia tem crescido em todos os mercados em que está presente. “Nos últimos cinco anos temos crescido de 5% a 8%”, diz. Os melhores resultados têm sido obtidos nos mercados chinês, mexicano e norte-americano – com crescimento na faixa de 12% a 15% nos últimos anos.
Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, Barro considera que o mercado brasileiro ainda não correspondeu às expectativas da empresa em termos de volume. Em sua avaliação, ainda falta conhecimento sobre a correta aplicação das cerâmicas. “Como a cultura do metal duro é muito forte no Brasil, muitas empresas utilizam as cerâmicas praticamente com os mesmos parâmetros de corte”, diz. O gerente afirma que a empresa pretende mudar esse quadro com a realização dos seminários, nos quais são destacadas as novas estratégias de usinagem e inovações desenvolvidas pela CeramTec.