
(14/06/2015) – Um dos principais fabricantes mundiais de sistemas de fixação, a Haimer decidiu lançar-se também na produção de ferramentas de corte de metal duro. A empresa alemã lançou a linha de fresas Power Mill, com cinco famílias e cerca de 100 itens, todos com balanceamento fino e hastes com tolerância H5.
“A Haimer fez um grande investimento em novas retíficas para o lançamento dessa linha”, afirma Javier Fernándes Martinez, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Haimer Alemanha. O gerente explica que a entrada da companhia nesse segmento se justifica pelo fato de ter buscado desenvolver um conjunto de características para as ferramentas – geometrias, balanceamento e precisão – que oferecessem as condições ideais de aplicação dos cones Haimer.
“É um complemento para a nossa linha de cones”, diz. “O uso combinado das máquinas de shrink fit, com os cones da Haimer e as fresas Power Mill é uma garantia de bom desempenho”, diz, acrescentando que as fresas são produzidas com o sistema de proteção de ferramentas Safe-Lock, patenteado pela Haimer.
A linha Power Mill está disponível nos diâmetros de 2 a 20 mm, podendo ser aplicada em diferentes materiais, como aço, alumínio e fundidos. As famílias são as seguintes: UNIZ Z3, de corte ao centro; a UNI Z4 para chanfros (desbaste e acabamento) e a UNI Z4 toroidal; a UNI Z5, de chanfro (acabamento) e a UNI Z5, de perfil de desbaste, especialmente em máquinas de baixa potência.
MERCADO BRASILEIRO – Martinez que esteve no Brasil acompanhando a participação da Haimer na Feimafe, conta que a atual situação da indústria brasileira não é motivo de grande preocupação para a empresa. “A Haimer está presente em 100 países, em doze deles com subsidiárias, e já passamos por momentos semelhantes a este em outros mercados”, pondera.
Para ele, o mais importante é perceber outro tipo de mudança na indústria brasileira, que atualmente parece estar mais preocupada atualmente com qualidade, enxergando a aquisição de equipamentos de melhor qualidade como investimento e não como custo. “Podemos notar um maior interesse por tecnologia e na avaliação do custo x benefício”.