São Paulo, 26 de junho de 2026

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06/06/2015

Vargus, de Israel, tem planos de investir no Brasil


(07/06/2015) – Após instalar filial no Brasil, no início deste ano, a fabricante de ferramentas Vargus, que tem sede em Israel, participou pela primeira vez com estande próprio na Feimafe. No evento, o presidente mundial da companhia Harry Ehrenberg afirmou que os planos da Vargus para o mercado brasileiro são de longo prazo: “Em três anos pretendemos estar fabricando ferramentas no Brasil”.

Ehrenberg conta que a Vargus produz ferramentas há mais de 50 anos, tendo se especializado no segmento de corte e canal e rebarbação. 15 anos atrás passou a atuar também na área de fresamento e torneamento de roscas. “Este é um nicho que responde por cerca de 4% de todo o mercado de usinagem, mas somos líderes absolutos nesta área, com portfólio três vezes maior que os demais concorrentes”, destaca.

No Brasil, onde está presente há mais de uma década, a princípio via representantes, detém cerca de 2% de market share no nicho de fresamento e torneamento de roscas. “Pretendemos chegar a 25% em cinco anos”, comenta o executivo. Para exemplificar, cita o caso da Suíça, onde a Vargus atingiu 50% de participação nesse segmento. “Resultado de um trabalho de longo prazo”, como faz questão de frisar.

Ehrenberg explica que atualmente a empresa mantém 13 subsidiárias e representantes em 30 países. “Há sete anos consecutivos temos tido crescimento de dois dígitos no mundo e devemos manter esse ritmo em 2015, com bons resultados na Europa, nos EUA e nos Brics”, afirma.

Quanto ao Brasil, considera que, embora tenha se instalado diretamente aqui após seus principais concorrentes, a Vargus chegou no momento certo. “Nesses momentos de queda de demanda os clientes têm tempo para pensar em ser mais eficientes e podemos contribuir nesse processo”.

O fato de a indústria brasileira não estar em um momento favorável não o preocupa. Ehrenberg diz que a economia é cíclica e desenha num papel um gráfico com picos e vales, no qual cada pico é sempre superior ao anterior. “Se pensássemos no curto prazo seria um problema, mas estamos pensando no longo prazo. Viemos para o Brasil porque percebemos que não seria possível alcançar nossas metas só através de importação. Para nós o Brasil é um mercado importante, assim como os demais Brics, com grande potencial de crescimento para nossos produtos”.

“Estamos chegando agora ao mercado brasileiro para construir uma empresa e temos certeza que estaremos maiores em 2016”, acrescenta. Para atender os objetivos, a filial já conta com estoque local, assistência técnica e suporte aos clientes. Agora, o foco está no aumento da qualidade dos serviços e no treinamento. A ordem é capacitar o maior número de pessoas possível no uso das ferramentas da empresa, em especial no fresamento e torneamento de roscas, tecnologia ainda não muito difundida na indústria brasileira. “O próximo passo será a produção de ferramentas especiais, como suportes e insertos, a partir de 2018”.

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