
(31/05/2015) – A Romi conta com estrutura de vendas e suporte técnico em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Com a valorização do dólar e a queda no volume de negócios no mercado interno, se poderia supor que a empresa iria concentrar sua atenção no aumento das exportações. Não é esse o plano da fabricante de máquinas-ferramentas de Santa Bárbara D´Oeste.
“Acreditamos no mercado externo, mas queremos crescer de forma sustentável”, afirmou o novo CEO da Romi, Luiz Cassiano Rosolen, em entrevista ao site Usinagem-Brasil. O executivo observa que a expansão dos negócios no mercado externo deve ser realizada de forma gradual, com responsabilidade e cuidado com a marca que está completando 85 anos. “Em 2014, o faturamento da Romi com as exportações cresceu 13,8%, em dólar, considerando-se apenas as máquinas produzidas no Brasil”, disse. Em sua avaliação, em 2015, as vendas ao exterior devem ter aumento nessa mesma faixa, entre 10 e 15%, com destaque para os negócios realizados nos EUA e Europa.
Um ano de oportunidades – Para Rosolen, 2015 deve ser olhado como um ano de oportunidades, com clientes buscando estar mais preparados, com máquinas mais modernas, para o momento da retomada do mercado. Ao mesmo tempo, cresce a importância da qualidade dos serviços e o estoque de peças de reposição. “A crise tem o lado bom e o lado ruim. A parte ruim é a redução da demanda, a diminuição das vendas. A boa é que nas crises só sobrevivem os que estão mais sólidos e focados. Não se pode ficar apenas lamentando e se distanciando do mercado, é preciso estar preparado para reagir com o mercado”, avalia.
De acordo com o executivo, a Romi tem feito a sua parte. A empresa manteve os investimentos em P&D e continua trabalhando para oferecer novas tecnologias e soluções mais produtivas ao mercado. “Também elaboramos um planejamento forte para reduzir o lead time, visando agilizar o prazo de entrega de nossas máquinas, e melhorar o atendimento ao cliente, visando a excelência nos serviços”.