
(05/04/2015) – O consumo aparente de aço no Brasil deve fechar o ano de 2015 com queda de 7,8% em relação a 2014, atingindo 22,7 milhões de toneladas, patamar próximo ao registrado em 2007. Estas previsões são do Instituto Aço Brasil que estima ainda que as vendas internas irão cair 8,0% este ano, para 19,1 milhões de toneladas.
As importações deverão atingir 3,7 milhões de toneladas, representando queda de 6,3%. Apesar das condições adversas do mercado internacional, as exportações deverão atingir 13,5 milhões de toneladas, representando 38,1% a mais do que no ano passado, basicamente face às remessas de semiacabados.
De acordo com a entidade, “estes números são reflexo da deterioração do cenário político-econômico nacional e da contínua perda de competitividade sistêmica que atinge a indústria brasileira do aço, assim como seus principais setores consumidores”. Custo de energia elétrica, elevada carga tributária, custo do capital, cumulatividade de impostos e cambio são alguns dos fatores que impactam a competitividade da indústria de transformação brasileira.
“Mantidas essas condições, as usinas brasileiras de aço continuarão a ter dificuldades na competição com importados e na exportação, fazendo com que permaneçam operando com baixo nível de utilização de sua capacidade instalada”, informa o IABr, em comunicado de imprensa para divulgar o 26º Congresso Brasileiro do Aço & ExpoAço, que será realizado de 12 a 14 de julho, no Transamerica ExpoCenter, em São Paulo.
Conforme a entidade, a mudança do atual cenário representa um grande desafio, devido às assimetrias competitivas e as questões conjunturais, como o fraco desempenho da economia do País e a existência de grande excedente de capacidade instalada de produção de aço no mundo, que subiu para 700 milhões de toneladas, segundo dados da Worldsteel Association.