São Paulo, 06 de julho de 2026

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03/04/2015

Setor de ferramentas fecha trimestre em forte queda

(05/04/2015) – O setor de ferramentas encerrou o primeiro trimestre de 2015 em forte queda. O balanço ainda não está finalizado, o que acontecerá na próxima reunião da ABFA – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentas, Abrasivos e Usinagem no próximo dia 8 de abril. “Estamos fechando em queda acentuada, conforme infelizmente já se previa no início deste ano. Quando nossos associados falam em pequena queda estão se referindo a 15%%rdquo;, comenta Milton Rezende, presidente da entidade e do Sinafer.

O dirigente observa que as perspectivas não são boas e, como as medidas tomadas não trouxeram nenhum alento, não é possível até aqui ter alguma expectativa de melhora do ambiente de negócios ao longo do ano. Diante desse quadro, Rezende avalia que o setor deve fechar este exercício com retração semelhante à registrada no ano passado, na faixa dos 15%.

Mesmo o aumento da taxa de câmbio ainda não trouxe alívio ao setor. Rezende observa que isso deve ocorrer apenas no médio prazo. No caso das exportações, com o dólar tão aquém da realidade, os negócios estavam completamente paralisados e é necessário um período para que as empresas refaçam seus contatos no Exterior e reconquistem mercados.

Já no caso das importações, Rezende destaca dois aspectos. O primeiro é o impacto que causou no custo da matéria prima (nos últimos seis meses a desvalorização do real acumula cerca de 50%), com aumento significativo dos custos do fabricante nacional, somando-se aos aumentos de custos de mão de obra e energia, entre outros.

O outro aspecto refere-se à concorrência de produtos estrangeiros no mercado interno. Para as empresas colherem os benefícios do aumento da taxa de câmbio também é uma questão de tempo. Por enquanto, como os importadores estavam estocados, o que se verifica no mercado é a ocorrência de uma espécie de liquidação visando a conquista dos poucos negócios que estão surgindo, com ofertas de produtos que foram importados a preços inferiores. “Os benefícios só virão quando houver a reposição dos estoques, comprados com o dólar a R$ 3,10 – 3,20”, comenta.

FEIMAFE – Para Rezende, a realização da Feimafe, de 18 a 23 de maio, deve contribuir para que o setor possa ter uma ideia mais clara das perspectivas da indústria para este ano. “É uma feira bem conhecida, com público cativo, que deve comparecer para ver as novidades em máquinas e ferramentas. A Feimafe é uma vitrine das novidades tecnológicas em máquinas, ferramentas, automação do mundo inteiro”. O dirigente lembra que a ABFA e o Sinafer estarão com estande na feira para dar apoio aos associados, inclusive disponibilizando salas para reuniões com clientes.  

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