São Paulo, 26 de junho de 2026

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03/04/2015

Fábrica da Grob está com pedidos até março de 2016


(05/04/2015) – A fábrica da Grob em São Bernardo do Campo está com a carteira de pedidos repleta até março de 2016. É uma situação confortável, porém todas as encomendas foram contratadas no ano passado – como os pedidos para as linhas de motores da Fiat, em Betim, da GM Argentina, e a ampliação das linhas (step 2) de motores e cabeçotes da VW e da Ford. “No mercado hoje não existem novos pedidos grandes”, observa Zuza Guimarães, diretor de Vendas da Grob Brasil.

De acordo com o diretor, atualmente, novos negócios em centros de usinagem de alta produção, como os fabricados pela Grob, apenas os de prestadores de serviços de usinagem que estão disputando contratos de terceirização em montadoras, em especial para a preparação de blocos de motor (cubagem). “Como são vários os participantes dessas concorrências tem-se a impressão de movimento maior no mercado, mas na realidade são várias empresas disputando um mesmo contrato”, explica.

A Grob do Brasil tinha boas expectativas para a linha de máquinas stand alone em 2015. Um dos focos dessa linha, a indústria de moldes e matrizes se retraiu com a queda das vendas do setor automotivo e o aumento das taxas praticadas pelo Finame PSI. Já o setor aeroespacial está mais aquecido, informa o diretor. “As indústrias que fornecem para a Embraer estão investindo a curto e médio prazo em máquinas de 5 eixos. Fizemos bons negócios no final do ano passado e, desde o início deste ano, estamos focados no setor aeroespacial”.

Alternativa – Com a diminuição na entrada de pedidos no Brasil, a empresa deve recorrer às exportações, especialmente com a sinergia criada entre as filiais Grob nas Américas. “O mercado norte-americano está num momento muito bom, com investimento em máquinas e equipamentos, novas fábricas… A ideia é canalizar parte desses pedidos para produção aqui no Brasil”, diz. Se nos últimos anos a fábrica brasileira vinha operando com 80% da produção para o mercado interno e 20% para o externo, o diretor acredita que no próximo ano esteja em 50-50.

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