São Paulo, 06 de julho de 2026

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28/03/2015

Cummins prevê redução de 16,8% na produção de motores

(29/03/2015) – A produção de motores na fábrica brasileira da Cummins, em Guarulhos, deve fechar 2015 com baixa de 16,8%. A estimativa foi divulgada na semana passada durante a apresentação do balanço da empresa em 2014. Será o segundo ano de queda na produção, que em 2014 somou 54.101 unidades, com redução de 22,4% frente as 69.722 produzidas em 2013.

O faturamento da Cummins na América do Sul atingiu US$ 1,52 bilhão no ano passado, contra US$ 1,6 bilhão de faturamento no ano anterior. A companhia considerou o resultado ótimo, “perante a crise econômica em vários países e sobretudo perante a forte desvalorização das moedas no continente”. A estratégia da empresa de investir em novos segmentos e aumentar o foco em países vizinhos mitigou muito o impacto negativo de vários segmentos de negócios no Brasil.

“O Brasil, na receita bruta da América do Sul, viu sua participação cair de 59% em 2013 para 53%, diante da desaceleração econômica e da desvalorização do real. E, na outra ponta, vimos crescer a nossa participação na Argentina, que movimentou o setor de óleo e gás a partir do xisto, e no Chile, onde o setor de serviços de motores para o setor de mineração ganhou expressivo crescimento”, informou Luis Afonso Pasquotto, presidente da Cummins América do Sul.

Apesar das dificuldades na América do Sul, Pasquotto afirma que a companhia acredita no potencial da região no médio e de longo prazos. “A demanda crescente por energia eficiente e mais limpa, a globalização, as tendências das legislações ambientais e a volta dos investimentos em infraestrutura – que mais cedo ou mais tarde voltarão -, nos animam”, explicou. Assim, serão mantidos os investimentos na nacionalização dos motores da Série ISF, na renovação das plantas industriais, na melhoria de produtividade, qualidade e na estratégia de redução de custo. “Para tanto, estamos investindo US$ 48 milhões este ano, com o objetivo de nos mantermos líderes em tecnologia e ter sucesso nas parcerias com os clientes”.

No curto prazo, o executivo enxerga boas possibilidades na área de pós-vendas e oportunidades do setor energético brasileiro, com a abertura de perspectivas promissoras para os geradores de energia. “Também no segmento de fora de estrada, o Tier 3, que traz nova legislação de redução de emissões para o Brasil, já partir deste ano, para novas máquinas de construção”.

FATURAMENTO RECORDE – Quanto aos números globais, a Cummins Inc. fechou 2014 com faturamento bruto de US$ 19,2 bilhões, 11% do superior ao registrado no ano passado e 6,6% acima do resultado de 2011, até então o melhor exercício da companhia, quando atingiu US$ 18 bilhões. Estados Unidos e Canadá responderam por 56% do faturamento, seguidos por Ásia 9%, América do Sul e México 8%, Europa e Oriente Médio 15%, China 8%, Índia 3% e África 1%.

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