São Paulo, 06 de julho de 2026

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

14/03/2015

Case pretende manter a produção estável em 2015


(15/03/2015) – “O Brasil necessita de investimentos em infraestrutura e, além disso, espera-se que projetos já aprovados sejam iniciados”, diz Roque Reis, vice-presidente da Case Construction Equipment para a América Latina, frisando que indefinições que impedem uma melhor análise sobre o cenário do setor de máquinas de construção em 2015. “A continuidade das obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida podem ser um incentivador para o setor”, acrescenta.

Diante desse quadro a Case, divisão da CNH Industrial para máquinas de construção, avalia que as vendas em 2015 ficarão no mesmo patamar de 2014 ou com uma leve retração. “Isso, sem considerarmos as vendas para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), realizadas nos anos anteriores, mas sem previsão para 2015”, comenta Reis. Porém, frisa o executivo, as medidas tomadas pela nova equipe econômica em janeiro, como o aumento da taxa de juros, não favorecem o financiamento e, portanto, o setor de construção.

De acordo com Reis, fazendo um balanço de todas essas questões, estima-se que o mercado brasileiro deve absorver 22 mil máquinas de construção em 2015. A Case não considera esse volume ruim, levando-se em conta o crescimento de mercado nos últimos seis anos. Porém, ficaria bem abaixo das projeções feitas em 2011 no auge do crescimento – cerca de 45 mil máquinas/ano – e das necessidades de infraestrutura do país.

Apesar das indefinições, a Case pretende manter a produção de máquinas estável em relação a 2014. A empresa inclusive reuniu a imprensa no início de março para anunciar que está ampliando e modernizando o portfólio de produtos fabricados no Brasil. A Case informou ter investido US$ 10 milhões no desenvolvimento da escavadeira hidráulica CX 220C, da pá carregadeira 721 EXR e numa nova linha de tratores de esteira.

Entretanto, no mesmo evento, foi anunciada a paralisação do projeto de construção da fábrica de Montes Claros (MG), no qual a empresa iria investir R$ 600 milhões. “Demos uma segurada no projeto porque não existe volume no mercado”, explicou Reis aos jornalistas. “O grupo está avaliando as possibilidades do que pode ser feito em Montes Claros, mas, por enquanto, o projeto está parado, congelado”.

Concorrência – O vice-presidente comentou ainda o panorama da atual concorrência no mercado. “No auge do crescimento do setor de máquinas de construção, muitas marcas vieram para o Brasil para aproveitar o momento e oferecer produtos relativamente mais baratos, mas não se instalaram efetivamente no país. Essa especulação não é positiva para o mercado – sejam fabricantes e seus fornecedores ou clientes”, observa. “Quanto aos novos players, que abriram unidades fabris no País e instalaram sua rede de concessionários, só veem contribuir com o setor e com o mercado como um todo”.

Para Reis, investimento em infraestrutura e linhas de crédito são essenciais para que o setor retome o ritmo de crescimento. “A efetivação do PAC 3, maior rapidez na implementação e disponibilidade das linhas do Finame e o destravamento das obras de privatizações ocorridas no final de 2013 darão novo ânimo às empresas”.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.