São Paulo, 05 de julho de 2026

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24/01/2015

Rede Senai de Inovação já soma R$ 100 milhões em projetos

(25/01/2015) – Em seu primeiro ano de atividades, a rede de Institutos de Inovação criada pelo Senai já acumula mais de R$ 100 milhões em volume de projetos contratados por indústrias brasileiras que desenvolvem produtos e processos inovadores. Em setembro de 2013, a instituição iniciou as atividades do Instituto SENAI Eletroquímica e, desde então, já colocou em operação outros 12 centros voltados a soluções em automação, tecnologias da informação e comunicação, polímeros, metalurgia, entre outras áreas.

Entre os projetos inovadores em desenvolvimento na rede estão uma tinta com propriedade autocurativa, que se regenera quando danificada, e a criação do primeiro robô autônomo comercial brasileiro. A expectativa é que em dois anos o robô esteja pronto para inspeção submarina de estruturas utilizadas no ramo de petróleo e gás. No total, há 70 projetos já contratados e outros 107 estão em prospecção, o que pode já significar mais R$ 160 milhões nos próximos meses.

O impacto desse trabalho para o sistema de inovação, porém, não são apenas os resultados dos projetos. Na opinião do diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, uma das principais implicações disso está no fomento de toda a cadeia de produção de soluções inovadoras. “A cada projeto para uma grande empresa, conseguimos fortalecer outras de pequeno e médio porte da cadeia produtiva, destinadas a prestar serviços para a empresa líder”, afirma Lucchesi.

73 ANOS – A Rede de Inovação é o maior esforço do Senai – desde sua criação, em 22 de janeiro de 1942 – para fortalecer a inovação na indústria brasileira e, dessa forma, torná-la mais competitiva. Para isso, conta R$ 1,5 bilhão de financiamento do BNDES e um investimento próprio de R$ 300 milhões, dentro do Programa Senai para Competitividade Industrial. Além da rede de 25 institutos de inovação e outros 60 de tecnologia, está prevista também a criação de novas escolas.

O diretor de Operações do Senai, Gustavo Leal, destaca o fato de que a ampliação do esforço nas áreas de inovação e tecnologia não significa que a instituição tenha se afastado da formação profissional. “A educação é a base da inovação. Com os institutos, vamos ter várias ações convergentes com as atividades educacionais”, revela. Segundo Leal, essa aproximação pode se dar estimulando o empreendedorismo inovador entre os estudantes e também com a possibilidade de os estudantes seguirem para mestrados e doutorados dentro dos institutos de inovação.

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