(07/12/2014) – A escolha do senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foi considerada positiva por boa parte das entidades industriais. Em nota, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) diz que a nomeação “fortalecerá a relação do setor produtivo com o governo”. Ex-presidente da CNI de 2002 a 2010, Monteiro Neto foi o idealizador do Fórum Nacional da Indústria (FNI) e da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), considerada pela entidade o principal ambiente de diálogo entre o setor privado e o governo federal para a criação de políticas públicas de estímulo à inovação.
O presidente de Anfir – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, Alcides Braga, tem posição semelhante à da CNI. “A nomeação de Armando Monteiro para o MDIC é bem vista pela indústria, porque se trata de um político que sempre esteve bastante próximo dos assuntos do setor industrial”. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro elogiou a capacidade de diálogo do nomeado e considerou a escolha como “a mais eloquente afirmação de disposição do governo Dilma Rousseff para refundar em bases sólidas e transparentes a interlocução tão necessária com o setor produtivo”.
Para o presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan, a nomeação “integrará as relações do governo com o setor produtivo em razão do seu amplo conhecimento dos desafios da indústria e das formas de aumentar a competitividade da indústria brasileira”.
Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, avalia que a escolha de Monteiro, que tem como experiência presidir por longo período a CNI, deve ajudar na retomada do crescimento da indústria em geral. “O setor produtivo só tem a ganhar com a decisão da presidente Dilma, pela experiência que o novo ministro traz do lado empresarial empreendedor e participativo”, comentou o presidente da Abrinq.
Já a Abimei – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais demonstrou cautela, considerando prematuro fazer considerações sobre a nomeação por não ter sido divulgada nenhuma proposta. “Pesa favoravelmente ele ter um nome já ligado à indústria e ter feito algumas considerações sobre a necessidade de competitividade e de se ter no Brasil os mesmos meios de produção que se tem no exterior. O que nos falta saber é se ele irá considerar que as máquinas importadas são fundamentais nesse processo ou se o fundo do discurso é a proteção nacional”, avaliou o presidente da entidade, Ennio Crispino.
INDchr38Uacute;STRIA E COMPETITIVIDADE – “Não há como crescer mais sem que a indústria tenha dinamismo. Crescer pela indústria é sempre o melhor caminho”, disse Monteiro, logo após o anúncio de sua indicação ao MDIC. Afirmou também que indústria e competitividade terão papel central na agenda do ministério. “O crescimento das exportações depende crucialmente da agenda da competitividade, porque há um acirramento da competição em escala global, dada a queda nível do comércio internacional”, salientou.
Em entrevista no Palácio do Planalto, apresentou as ações que pretende implementar para cumprir o que definiu como desafio central: a promoção da competitividade brasileira. A desburocratização e simplificação do ambiente tributário, implementação de uma política de comércio exterior mais ativa e renovação do parque fabril foram citadas pelo futuro ministro como parte de uma “agenda positiva de indução ao processo de desenvolvimento sustentável”.