(30/11/2014) – As vendas brasileiras de produtos siderúrgicos devem fechar 2014 com queda de 8,9% em relação ao ano passado, atingindo 20,8 milhões de toneladas, patamar próximo ao registrado em 2010, segundo estimativa do IABr – Instituto Aço Brasil. Já para o consumo aparente a queda prevista é de 6,4% este ano, atingindo 24,7 milhões de toneladas.
As importações deverão atingir 4,1 milhões de toneladas, com alta de 9,7%. Já as exportações devem fechar o ano com 9,8 milhões de toneladas, aumento de 20,6% em relação ao ano passado. De acordo com o IABr, esse expansão não se deve à melhoria do mercado internacional, mas sim basicamente ao religamento do alto forno da ArcelorMittal Tubarão e as suas vendas externas de placas.
Segundo a entidade, os números do setor neste ano “refletem o impacto de problemas sistêmicos do país como a alta carga tributária, cumulatividade dos impostos, custo da energia elétrica e câmbio valorizado. Fatores que vêm afetando não somente a indústria brasileira do aço como também seus principais setores consumidores”.
O Instituto Aço Brasil acredita que o elevado excesso de capacidade da ordem de 600 milhões de toneladas deve continuar no curto prazo; assim como a intensa competição acirrada pelo impacto da desaceleração do crescimento da China e aumento das exportações. Isso significa que os desvios de comércio devem permanecer.
Diante desse quadro, a indústria brasileira do aço deseja investimentos e correção das assimetrias competitivas (defesa comercial eficiente e a utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional) de forma a assegurar o crescimento sustentável do mercado.
2015 – Assim como as previsões para PIB e produção industrial, as projeções do setor para 2015 apontam desempenho ligeiramente melhor do que neste ano. Num processo modesto de recuperação, as vendas internas (21,6 milhões de toneladas) devem aumentar 4%, mas ainda devem manter perda de 5,6% em relação a 2013. O consumo aparente (25,2 milhões de toneladas) de 2015 também deve aumentar em relação a este ano (2%), mas manterá perda de 4,7% em relação a 2013.