
(05/10/2014) – A produção de bens de capital, no acumulado dos últimos 12 meses, registra queda de 13,4%, segundo dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia 1º de outubro. Trata-se do sexto resultado negativo consecutivo no índice mensal, como frisa o IBGE.
O instituto apurou recuo na maioria dos segmentos desse setor industrial. Entre eles, o que mais influenciou na formação do índice foi o de bens de capital para equipamentos de transporte, com 22,3% de queda, pressionado principalmente pela menor fabricação de caminhões, de caminhão-trator para reboques e semirreboques, de reboques e semirreboques e de veículos para transporte de mercadorias.
As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para construção (-22,9%), agrícola (-13,0%) e para fins industriais (-1,2%), enquanto bens de capital para energia elétrica (6,3%) e de uso misto (1,7%) apontaram os resultados positivos em agosto de 2014.
Também com a sexta queda de produção consecutiva (-3,3%), a produção de bens intermediários registrou recuos nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,1%), metalurgia (-11,2%), produtos de metal (-13,6%), outros produtos químicos (-5,6%), produtos de borracha e de material plástico (-8,8%), produtos alimentícios (-4,3%), produtos de minerais não-metálicos (-3,5%) e produtos têxteis (-5,5%).
As pressões positivas foram assinaladas por indústrias extrativas (7,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,3%), máquinas e equipamentos (4,9%) e celulose, papel e produtos de papel (1,3%).
ALTA DE 0,7% EM AGOSTO – O levantamento do IBGE também apurou alta na produção industrial nacional de 0,7% em agosto na comparação com julho. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução de 5,4% em agosto de 2014, sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.
O setor industrial acumula queda de 3,1% nos oito meses do ano, intensificando, portanto, o recuo de 2,6% registrado no primeiro semestre de 2014. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo de 1,8% em agosto de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2012 (-2,3%).
