São Paulo, 04 de julho de 2026

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16/08/2014

Indústria paulista demitiu 15,5 mil funcionários em 2014

(17/08/2014) – A indústria paulista demitiu 15,5 mil funcionários de janeiro a julho deste ano e chegou a um patamar negativo não visto desde 2009, ano em que mais foram sentidos os reflexos da crise econômica mundial desencadeada em 2008. A pesquisa realizada pela Fiesp analisou 22 setores, dos quais 19 registraram tiveram queda no número de funcionários.

O setor de máquinas e equipamentos foi o que mais demitiu e fechou 2.127 postos de trabalho, seguido pelo segmento de produtos alimentícios, com 1.904 dispensas. Em termos percentuais, no acumulado do ano, a indústria de veículos automotores e autopeças registrou a queda no emprego mais expressiva: queda de 5,2%. Os fabricantes de máquinas e equipamentos registraram taxa negativa de 4,9%.

A indústria de produtos químicos criou 554 vagas no mês passado, e a de celulose, papel e produtos de papel contratou 181 funcionários. O setor de coque, petróleo e biocombustíveis foi destaque entre as contratações no acumulado do ano com variação positiva de 9,2%, seguido pela indústria de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos, com alta de 5,5%.

Na avaliação do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini a situação é ‘uma calamidade’.“Se nós somarmos os resultados são 88 mil empregos perdidos nos anos 2012 e 2013, e agora podemos chegar em 2014 com mais de 100 mil empregos perdidos, ou seja, você vai acumular mais de 180 mil empregos perdidos no período de três anos. É uma calamidade, é muito ruim”, afirma o diretor.

Francini estima que as perdas registradas no emprego em 2014 não devem ser compensadas em 2015, como aconteceu em 2010, ano no qual a indústria recuperou a perda de 112 mil postos de trabalho do ano anterior com a criação de 115 mil empregos. “Se você comparar com 2009, começava-se a viver no segundo semestre uma perspectiva de recuperação naquele ano e nós não a vemos em 2014. Portanto, o panorama de emprego durante 2014 ainda vai se acentuar para pior”, explica.

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