
(06/07/2014) – Os importadores de bens de capital encerraram o primeiro quadrimestre de 2014 com queda na atividade: de janeiro a abril, entraram no país menos 2,3% máquinas, equipamentos e acessórios, no comparativo com o mesmo período do ano passado. Esse movimento corresponde a US$ 16.237,2 milhões, ante US$ 16.613,8 milhões em 2013. Mais significativa foi a queda de máquinas-ferramenta, usadas na cadeia produtiva da indústria de transformação: menos 12,5%. No mesmo período, a importação de peças e partes para bens de capital usados na indústria subiu 13,2%.
Essas informações fazem parte do relatório de importações de bens de capital elaborado pelo consultor, economista e professor do Insper, Otto Nogami, contratado pela Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais) para consolidar os dados do setor, com ênfase nos dois principais segmentos representados pela associação: máquinas-ferramenta e equipamentos e acessórios industriais. chr38ldquo;Sentíamos falta de números e dados estatísticos confiáveis a respeito da nossa atividade, que é uma parte da indústria de bens de capital. Os dados, em geral, informam sobre a importação de máquinas para a indústria como um todo, o que nos inclui, mas não nos representa fielmente. Até a imprensa nos cobrava esses dados mais específicoschr38rdquo;, comenta o presidente da Abimei, Ennio Crispino.
Além de indicar com números o comportamento econômico da atividade importadora de máquinas-ferramenta e equipamentos e acessórios industriais, o relatório aponta tendências para o setor. Assim, após um trimestre de baixas sucessivas, no início desse ano, a curva da importação de máquinas-ferramenta finalmente começa a apontar para cima em abril, quando foram negociados cerca de US$ 260 milhões ante US$ 246 milhões no mês anterior. A importação de partes e peças para máquinas apresentou estabilidade no período, movimentando pouco mais de US$ 8,6 milhões em março e em abril.
Para o professor Otto Nogami, o relatório mostra que a importação dos chamados meios de produção tende para uma alta até o final do ano, devendo chegar, dentro da normalidade, a uma cifra em torno de US$ 54 bilhões, 5,9% superior a 2013. Segundo ele, a tendência para os próximos meses é um reflexo da premente necessidade de se adequar e expandir as condições de produção do País, caminho importante para o combate à inflação, bem como para buscar uma melhor competitividade aos produtos brasileiros exportáveis.