São Paulo, 29 de junho de 2026

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31/05/2014

Grob: carteira de pedidos cheia até julho de 2015

(01/06/2014) – Enquanto a maioria dos fabricantes enfrenta dificuldades com a queda de demanda, a B. Grob do Brasil vai em direção contrária. A carteira de pedidos está lotada até julho de 2015.

O que explica em grande parte o movimento distinto do restante do mercado é que a empresa atua num segmento específico, de máquinas e linhas de usinagem especiais, com foco no setor automotivo. E, nesse campo, a Grob conquistou a maioria das concorrências para expansão de linhas de motor e cabeçote das montadoras realizadas recentemente.

A empresa – que tem fábrica em São Bernardo do Campo – será responsável pelo fornecimento das máquinas que irão duplicar a capacidade de produção de motores da Volkswagen de São Carlos (SP). A linha, que elevará a produção de 1.500 para 3 mil motores/dia, irá produzir os motores de alumínio EA 211 de 3 e 4 cilindros.

Também irá fornecer as máquinas para a produção dos motores GSE (Global Small Engine) que a Fiat irá fabricar em Betim (MG). A produção desta linha terá capacidade para 400 mil motores/ano.

Além destas, a Grob irá fornecer as máquinas para a ampliação de capacidade produtiva de motores de uma montadora na Argentina.

De acordo com Christian Müller, vice-presidente da B. Grob do Brasil, com esse conjunto de pedidos, as exportações – que no passado já representaram fatia significativa das vendas – terão pequena participação no faturamento dos exercícios de 2014 e 2015.

Stand Alone – Müller informa ainda que a linha de máquinas stand alone, na qual a filial brasileira tem investido muitos esforços nos últimos anos, com a realização de seminários, workshops e campanhas de marketing, já responde por 20% do faturamento. “Estamos chegando ao nosso objetivo de vender de 30 a 35 máquinas G350 e G550, de cinco eixos, por ano”, ressalta.

De acordo com o executivo, a Grob já detém 50% do mercado brasileiro de máquinas de cinco eixos do porte da linha G. “Fizemos um levantamento e o mercado nacional consome 60 máquinas de cinco eixos deste porte”, explica. “O Finame tem sido uma grande alavanca para nós nesta linha de máquinas”.

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