(18/05/2014) – Às vésperas da Copa do Mundo, quase metade das empresas paulistas ainda não possui planejamento para suas operações durante a Copa. Pesquisa realizada pela Fiesp, indica que apenas 10,7% das empresas paulistas não devem suspender suas operações durante os jogos os jogos do Brasil na Copa do Mundo, enquanto 8,5% das indústrias devem parar e não compensar as horas paradas.
chr38ldquo;Grande número de empresas não sabe o que vai fazer e mesmo aquelas que vão fazer alguma coisa estão repetindo coisas que fizeram em Copas anteriores porque não tem informação de quais seriam as medidas adotadas no Brasil para sediar a Copa”, explicou Paulo Francini, diretor do Depecon – Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp.
A pesquisa ouviu 587 empresas no Estado de São Paulo, sendo 55,4% micro e pequenas (até 99 empregados), 33,7% médias (de 100 a 499 empregados) e 10,9% de grande porte (500 ou mais empregados). Do total, apenas 32,9% deve parar durante os jogos do Brasil e compensarão essas horas em outros dias.
Francini acredita que seria chr38ldquo;razoável” há menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, os empresários terem informações sobre os dias em que haverá feriado municipal em dias de jogo do Brasil, dispensas mais cedo do expediente e até vias que seriam interditadas em função dos jogos. “É razoável que as empresas tenham conhecimento para se organizarem”, alertou.
Sem plano, independente do porte – Segundo a pesquisa, o percentual de empresas que ainda não sabe como vai operar durante a Copa é grande, independentemente de seu porte. Entre as indústrias de pequeno porte, 45,8% ainda não possuem planejamento, enquanto 42,9% das médias e 37,5% das grandes também não se organizaram.
De acordo com a pesquisa, 12,7% das companhias afirmaram que, como estão localizadas na cidade de São Paulo, devem parar nos dias de jogos realizados na cidade e 12,4% disseram que a empresa normalmente não para durante os jogos, mas este ano deve parar.
Impacto financeiro – No que diz respeito às consequências sobre os custos, causado pela paralisação da produção durante a Copa, 52,3% das empresas esperam que o reflexo seja pequeno, 27,1% esperam um grande impacto e 12,4% esperam que não haja impacto.
Tendo em vista o impacto sobre o faturamento das companhias, 44.7% das empresas consultadas esperam que o reflexo seja pequeno e negativo, enquanto 27,3% imaginam que seja negativo e 13,7% estimam que não haverá impacto.