(13/06/2010) – Em maio de 2008, durante a Feira da Mecânica, a Deb´Maq anunciou o acordo de representação das máquinas da japonesa Fuji no mercado brasileiro. A crise que se seguiu praticamente inviabilizou o fechamento de negócios nos primeiros 18 meses após a assinatura do contrato. Desde o final de 2009, porém, os negócios começaram a surgir e a empresa já contabiliza 40 máquinas negociadas, todas vendidas para clientes do setor automotivo.
Denis Vitti, supervisor de Vendas, conta que diante da conjuntura de 2009 a Deb´Maq aproveitou para formar e treinar as equipes de vendas, suporte e engenharia para atuar especificamente com a linha Fuji. Para tanto, contou com o suporte da Fuji America. “Hoje, temos uma equipe preparada para atender o mercado brasileiro”, explica o supervisor.
O forte treinamento, incluindo viagens para os EUA e a vinda de técnicos e especialistas da Fuji Japão e da Fuji America, segundo o supervisor, eram (e são) extremamente necessários, na medida em que se trata de uma linha com características muito específicas, que exige longos períodos de negociação, onde a engenharia prevalece. “A linha é composta de centros de torneamento dedicados, equipados com robôs, ferramentas acionadas, duplo spindle etc. São máquinas direcionadas para alta produção e com capacidade para trabalhar em 24×7 (24 horas, sete dias por semana)”, informa.
De acordo com Vitti, foram essas características – além da precisão e acabamento que proporcionam – que transformaram a Fuji no principal fornecedor de máquinas da Toyota, onde a fabricante conta com cerca de 70% das mais de 10 mil máquinas instaladas na montadora japonesa.
Na avaliação do supervisor, o mercado brasileiro está comprador. “No momento, estamos com 60 máquinas em negociação”, informa, acrescentando que, a partir desse ano, os negócios com a linha Fuji no Brasil devem evoluir em torno de 20 a 30% por ano.