(04/05/2014) – O setor de fundição irá amargar um ano difícil em 2014, mas retomará o crescimento a partir do segundo semestre do ano que vem. Esse é o cenário do setor, de acordo com Remo de Simone, presidente da Abifa – Associação Brasileira de Fundição. Ele lembra que a produção brasileira passou da nona para a sétima posição em seis anos, mas avalia que o crescimento poderia ter sido maior.
“Poderíamos crescer bem mais se fôssemos contemplados com políticas isonômicas por parte do governo e se os nossos pleitos de política industrial fossem concretizados. Entre eles, a política de defesa comercial antes que as importações consigam se igualar à nossa produção global”, afirma. “No caso do alumínio primário, o Brasil estará seriamente comprometido se o preço da energia elétrica continuar inviabilizando a produção e se os custos de produção não conseguirem ser reduzidos”.
Os investimentos do setor automotivo é um dos motivos para esperar a retomada do crescimento. “A fundição no Brasil está atrelada predominantemente ao mercado automotivo e na medida em que este realiza seus planos ambiciosos, o nosso setor seguirá crescendo. Hoje, o automotivo absorve 58% da nossa produção e deveremos chegar em 2018 com uma produção beirando os 4,5 milhões de toneladas”, complementa de Simone.
Para melhorar os índices do setor, “competitividade” é a palavra de ordem da Abifa. “Competitividade é o que vai decidir o futuro de nossas empresas. Competitividade é tudo”. O representante a Abifa observa que cada vez mais as peculiaridades de cada empresa são menos marcantes por conta do poder de chr38lsquo;horizontalizaçãochr38rsquo; do mercado.
Durante a entrevista, concedida para a organização da Feira Metalurgia 2014, a Messe Brasil, Remo de Simone também faz uma análise do perfil da feira. “A Metalurgia é uma feira multissetorial que, a meu ver, apresenta as potencialidades regionais onde se destaca a fundição pela grande densidade local e ao mesmo tempo encontra-se uma ampla cadeia produtiva de elevado nível tecnológico”.