
(06/04/2014) – A YG-1 Latin America, filial do grupo sul-coreano YG-1 Co. Ltd., anuncia oficialmente a abertura de sua primeira fábrica no País, prevista para ocorrer entre julho e agosto deste ano. Surpreendendo o mercado, que esperava o anúncio de uma fábrica de ferramentas, os recursos serão destinados à instalação de uma unidade para revestimento de ferramentas pelo processo PVD (Physical Vapour Deposition).
Com a unidade produtiva, a empresa passa a ocupar área de 2 mil m² em Itupeva (SP). O investimento previsto na fase inicial é de R$ 5 milhões. Até 2020, outros R$ 5 milhões na expansão da operação, tanto na área de PVD quanto na fabricação de ferramentas rotativas. Este investimento vem somar-se ao aporte de R$ 3,7 milhões realizado em meados do ano passado.
O anúncio confirma as declarações do CEO da YG-1, Hokeun Song, feitas em seminário para clientes brasileiros no final de 2013. “As operações da YG-1 no Brasil atingiram tamanho crítico suficiente que justifica o investimento em uma operação local”, disse na ocasião.
A filial brasileira, desde o seu estabelecimento em 2007, tem registrado crescimento expressivo. Embora não divulgue o faturamento, a empresa informa que encerrou o exercício de 2013 com crescimento de 40%, destacando-se como uma das unidades de maior crescimento dentro do grupo. “A forte desvalorização cambial e as prolongadas crises mundiais, que chegaram a inviabilizar algumas empresas, inclusive no Brasil, foram superadas através da ampliação contínua do portfólio de produtos e uma gestão espartana dos custos”, informa Walter Campos, diretor-geral da YG-1 Latin America.
“A decisão por investir no Brasil era um desejo antigo da nossa matriz. Há muita gente competente no mercado e a instabilidade econômica do País tem tornado a gestão uma verdadeira “prova de Rally”. Aliado a isto, a crescente deterioração da imagem do governo, tornam a tarefa de defender investimentos no País uma missão muito difícil. Felizmente a YG-1 sempre foi uma empresa arrojada e seus maiores investimentos ocorreram justamente em tempos difíceis. O Sr. Song é perito em pilotar na chuva”, comenta Campos.
CONTRATAchr38Ccedil;ÕES – Segundo a YG-1, para dar início a operação, foi recrutada uma equipe de peso. Todos os operadores passaram uma temporada de dois meses na Coréia do Sul em treinamento prático e operacional. Além disto, para assegurar a transferência de know-how, um especialista em processo PVD foi destacado pela matriz para acompanhar a operação local por três meses.
Para comandar a operação foi contratado Reinaldo Ramazotti, que conta com mais de 15 anos de experiência no mercado de PVD, tendo trabalhado na Oerlikon Balzers e na Platit. “A YG-1 se diferencia das empresas do segmento. Enquanto outros prestadores de serviço de PVD se preocupam muito com o desenvolvimento de novos revestimentos, a YG-1 se concentrou em aprimorar a estabilidade do processo em escala industrial e extrair o máximo dos produtos existentes”, diz Ramazotti. Em sua opinião, “o cliente não quer um produto novo todo dia. Ele precisa de um produto que seja competitivo e que funcione, com resultados previsíveis e confiáveis”.
Para Ramazotti, “o Brasil ganha muito quando um fabricante do nível da YG-1 toma a decisão de oferecer este know-how para os fabricantes e reafiadores de ferramentas locais”. Ele explica que a unidade de negócios de PVD será totalmente independente, tendo a própria YG-1 como um de seus clientes. “Estou muito confiante no projeto e feliz por trabalhar novamente com o Carlos (Tartarotti, gerente Nacional de Vendas) e o Walter Campos”, afirma.
Segundo a YG-1, o portfólio de produtos está sendo selecionado, mas é certo que contará com pelo menos cinco revestimentos exclusivos, já consagrados no mercado mundial através de suas próprias ferramentas. Além de oferecer produtos compatíveis com os oferecidos no mercado, como o TiN (Gold-P) e TiAlN (X-Power), a empresa destaca o revestimento Blue Coating, de altíssima dureza e estabilidade térmica, utilizado nas fresas X5070 Blue para trabalhos até 70 HRc.
Desde a década de 1990, a YG-1 é um grande usuário de revestimentos, mas foi só em 2005 que deu início ao desenvolvimento de seus próprios produtos. Recentemente, inclusive, tornou-se sócia de um fabricante de equipamentos PVD. “Apenas nos últimos dois anos, o Grupo YG-1 investiu mais de US$ 160 milhões na expansão de suas operações em todo o mundo. Agora chegou a vez do Brasil”, afirma Campos.