São Paulo, 03 de julho de 2026

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30/03/2014

Rio cria comitê para atrair empresas do setor subsea

(30/03/2014) – O Rio de Janeiro formalizou na quinta-feira (27 de março) a criação do comitê para acelerar a atração de empresas da cadeia produtiva do segmento subsea para o Estado. A articulação para criar o Polo Subsea teve início em abril do ano passado e hoje reúne Sebrae, Firjan, ONIP, IBP, governo do Estado e algumas empresas do setor.

O Estado já concentra cerca de 100 empresas do segmento subsea e outras 12 estariam em processo de instalação, como Oil States, NOV, Technip e Wartsila. Mas, segundo o comitê, ainda há lacunas em algumas áreas. Marcelo Vertis, subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial do Rio, informa que a principal atividade do comitê no momento é a de atrair empresas subfornecedoras em 15 áreas identificadas como gargalos. Entre elas, cita válvulas submarinas, estruturas metálicas submarinas e veículos submarinos controlados remotamente.

Estudo do governo fluminense estimam que o Polo Subsea irá atrair investimentos em torno de US$ 2 bilhões, com perspectiva de geração de 5 mil empregos.

A AIE – Agência Internacional de Energia prevê que o Brasil receberá durante os próximos 20 anos investimentos anuais de US$ 50 a 55 bilhões. Deste montante um quarto refere-se ao segmento subsea – e nos cálculos do subsecretário 80% destes devem se concentrar no Rio de Janeiro. Para Vertis, esta é uma oportunidade única para as empresas se instalarem no Rio. “O Estado estuda formas para melhorar a infraestrutura logística para as empresas que se instalarem. Quanto à isenção de impostos, benefícios fiscais e financiamento, o Rio de Janeiro possui duas secretarias responsáveis por atração de investimentos que estão preparadas para receber as empresas interessadas”.

Embora batizado de “polo” (ou cluster), não há cidades ou regiões determinadas para as empresas se instalarem. Novas bases de apoio como as do Porto de Açu e Barra do Furado, no norte do Rio, vão receber empresas. “O correto seria falar em hub, porque queremos atrair o maior número de empresas possível, 50, 100”, diz Vertis. “O objetivo é que daqui a 10, 20 anos tenhamos uma indústria competitiva, capaz de produzir e competir com qualquer país do mundo”, completa.

Para atrair empresas, visitas a feiras e congressos internacionais foram e estão sendo agendadas. O programa não restringe a atração de estrangeiros e incentiva a parceria de empresas brasileiras para desenvolvimento local do produto. Missões do Estado já estiveram na Inglaterra, Escócia e Noruega.

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