(02/02/2014) – A intenção de investimentos para o ano de 2014, conforme a opinião de 509 líderes empresariais, aponta um reforço às estratégias de competitividade das organizações. Os principais campos que devem ser foco de investimentos são treinamento para capital humano (67% dos entrevistados), lançamento de produtos e serviços (55%), ações de marketing e comunicação (51%) e novas tecnologias (51%). Respectivamente, os investimentos nestes campos devem ser 11%, 13%, 14% e 13% maiores em relação ao praticado ao longo de 2013.
Os dados acima foram apurados pela pesquisa “Panorama Empresarial”, da Deloitte, cujo período de coleta de respostas foi concluído em outubro de 2013, com a participação de líderes de negócios de todos os portes. Segundo a consultoria, a pesquisa mostra que o empresariado nacional prefere avançar em decisões de investimento que enderecem questões associadas à produtividade e à receita, à atuação geográfica e ao melhor posicionamento de mercado.
Segundo a pesquisa, os setores que mais se destacam na intenção de realizar investimentos, seguindo os principais campos apontados pelos líderes empresariais na pesquisa, são os de veículos e autopeças, comércio e têxtil e calçados.
Para José Paulo Rocha, sócio-líder da área de Financial Advisory da Deloitte, os setores que se destacam estão atrelados à cadeia do consumo interno, base do crescimento do País nos últimos anos. “A relação mostra a intenção das organizações em ainda aproveitar um movimento que foi importante para a economia brasileira, mas que já mostra sinal de esgotamento e a necessidade do País focar uma fonte diferente para estruturar o seu novo ciclo de crescimento”.
Diante da perspectiva de investimentos assinalada pelos líderes empresariais, Rocha aponta a necessidade de uma guinada rumo aos investimentos em infraestrutura e inovação como a próxima linha determinante do desenvolvimento brasileiro. “O Brasil, e as empresas que aqui atuam, precisam focar uma nova era de crescimento baseada nos investimentos em infraestrutura e bases produtivas modernas. Nesse movimento, a participação do setor privado é fundamental, já que ele executa grande parte dos investimentos realizados no País”, destaca.
O especialista também aponta o papel do governo, que deve agir como um facilitador para apoiar a transição de eras. “Os projetos de investimento existem e muitas empresas querem executá-los. Porém, para esse movimento ganhar maior proporção, o governo deve agir em pontos críticos do ‘custo Brasil’ e apoiar a concretização de negócios. A esfera governamental não precisa ser o executor, mas o facilitador a partir de ações que deixem a taxa de retorno mais atrativa ao investidor que vai capitanear o projeto.”