São Paulo, 03 de julho de 2026

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01/02/2014

Eletronorte lança produtos criados por funcionários


(02/02/2014) – A Eletrobras Eletronorte lançou 29 produtos desenvolvidos por seus funcionários. Dos produtos lançados, 23 resultaram em pedidos de patentes. Entre os lançamentos estão produtos de captação de energia eólica em torre metálica; teste de continuidade de circuitos elétrico-eletrônicos em ambientes com ruído; tecnologia de sensoreamento remoto que permite avaliar à distancia os equipamentos das subestações, entre outros.

Os royalties resultantes da venda das inovações desenvolvidas pelos empregados para o mercado serão distribuídos pela Eletrobras Eletronorte e os autores, na proporção 80% e 20%, respectivamente. As licenças de uso, fabricação e comercialização será feita pela MTS – empresa do grupo Vector Tecnologia que atua nas áreas de energia elétrica, petrolífera e de saneamento, e pela Shempo, fabricante de produtos elétricos e mecânicos.

Produtos viáveis – Foram licitados cinco lotes: sensoreamento remoto, monitoramento e recomposição, ferramentaria, teste de continuidade e modelos didáticos. “A Eletrobras Eletronorte tem todo o acervo com protótipos confeccionados. Agora terminamos o desenvolvimento disso para levarmos para o mercado, numa fase de aprimoramento. Vimos que os produtos são viáveis e podem ser replicados externamente”, afirma o diretor da MTS, Alex Figueiredo dos Reis.

“A Eletrobras Eletronorte tem como uma das suas metas inovar para não perecer. As inovações produzidas pelos colaboradores vão sair do âmbito da Empresa e oferecer soluções também ao mercado externo”, destaca a superintendente de Gestão da Inovação Tecnológica e Eficiência Energética, Neusa Lobato.

Expectativa de mercado – A expectativa com os produtos licenciados é atender empresas do setor elétrico, de petróleo, de saneamento básico e também o mercado externo. Após o desenvolvimento final de dos produtos, há um mercado potencial de R$ 10 milhões por ano. Serão necessários investimentos de R$ 5 milhões na expansão do parque fabril existente.

Os recursos iniciais de capital serão da MTS e Shempo, devido à necessidade de se acelerar o desenvolvimento do equipamento “Cabeça de Série” para o lote pioneiro. Mas serão buscados recursos da Agência Brasileira da Inovação – Finep, BNDES e do Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel. Neste último caso, os recursos são para o fornecimento exclusivo do lote pioneiro, conforme previsto na legislação vigente.

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