São Paulo, 03 de julho de 2026

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14/12/2013

Em 2013, produção de aço bruto cai; de alumínio sobe

(15/12/2013) – A produção brasileira de aço bruto deve fechar 2013 em queda. Já a de alumínio está em alta. Os dados foram divulgados na semana passada pelo IABr – Instituto Aço Brasil e pela Abal (Associação Brasileira de Produtores de Alumínio).

De acordo com o IABr, a produção nacional de aço bruto acumula queda de 1,4% entre janeiro e novembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. No período foram produzidas 31,522 milhões de t, contra as 31,971 milhões de t nos 11 primeiros meses de 2012. No mês passado, a produção alcançou 2,707 milhões de t, com queda de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2012 e com queda de 9% em relação ao mês anterior.

Já a produção de aços laminados registra crescimento de 1,9% no acumulado até novembro deste ano, ante mesmo período de 2012. O volume produzido passou de 23,783 milhões de t para 24,232 milhões de t. O segmento de laminado planos, que tem entre os principais consumidores a indústria automotiva e os fabricantes de máquinas e equipamentos, registrou 13,7 milhões de t produzidas entre janeiro e novembro. O resultado ficou estável na comparação com o ano passado, quando atingiu 13,657 milhões de toneladas.

ALUMchr38Iacute;NIO – Por sua vez, a Abal projeta recorde no consumo doméstico de produtos transformados de alumínio em 2013, com de 1,5 milhão de t, o que representa aumento de 5,3% em relação a 2012. O crescimento foi puxado pela alta de chapas e folhas de alumínio (9,2% e 8%, respectivamente). Produtos extrudados também tiveram alta acima da média: 7,5%. Fios, cabos e pó de alumínio registraram as maiores quedas, com redução de 8,6% nos dois primeiros e 15% no último.

Para 2014, a previsão da entidade é manter a mesma meta de crescimento, o que irá depender principalmente do desempenho dos setores de embalagens, transportes e construção civil na análise do coordenador da Comissão de Economia e Estatística da Abal, Luis Carlos Loureiro Filho. Loureiro também faz um balanço positivo do desempenho do setor diante de uma conjuntura difícil para a indústria. “Em um ano que as previsões do governo apontam para um crescimento próximo de 2,5%, com produção industrial crescendo menos de 2%, a indústria do alumínio mostrou sua força, com um índice duas vezes maior que a expectativa para o PIB brasileiro”, comenta.

Na divisão por setores, embalagens abocanhou a maior fatia da produção, com 29%. Foi seguido por transportes (21%) e construção civil (17%). Eletricidade e bens de consumo têm 10%, máquinas e equipamentos apenas 4%.

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