São Paulo, 03 de julho de 2026

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30/11/2013

Abimaq propõe ao governo a criação do Inovar Máquinas

(01/12/2013) – Há alguns meses, a Abimaq vem discutindo com o governo a criação de um programa de estímulo à indústria de máquinas e equipamentos. Batizado de Inovar Máquinas (mesmo nome adotado pela Anfavea em programa voltado às máquinas agrícolas e rodoviárias), a iniciativa tem sido tema constante das últimas coletivas mensais da Abimaq, embora até aqui a entidade tenha evitado divulgar detalhes sobre o programa.

Na semana passada, porém, foram apresentados alguns tópicos do que está em negociação com o governo federal. “Ao longo dos últimos meses temos trocado opiniões com o MDIC e o Ministério da Fazenda, mas estamos ainda na fase de formatação de ideias”, salientou Mário Bernardini, diretor de Competitividade da Abimaq, que tem participado das reuniões com o governo.

Bernardini justificou a necessidade de criação de um programa de estímulo, na medida que o Brasil é um país que investe pouco em formação bruta de capital fixo (taxa de investimento na produção), que em 2013 deve ficar em 18,5% do PIB. “Para que isso seja modificado é necessário ou mudança de cenário (aumento do investimento, Custo Brasil em declínio, ajuste do dólar…) ou medidas de estímulo”, disse, acrescentando que, como a entidade não acredita em mudança de cenário no curto prazo, principalmente num ano de eleições, tem se empenhado nas medidas de estímulo.

O programa que está sendo discutido com o governo envolve basicamente dois movimentos: a criação de estímulos para a renovação do parque fabril associado a um programa que possibilite que o aumento de demanda promovido por esta renovação seja apropriado em boa parte pela produção nacional.

“Nosso parque fabril está extremamente envelhecido. A estimativa de que dispomos, de um levantamento feito 10 anos atrás, é a de que a idade média dos equipamentos é superior a 17 anos… Conviver com essa situação é condenar o Brasil a ser pouco produtivo”, afirmou.

Embora pretenda que a renovação do parque fabril “seja apropriada em boa parte pela produção nacional, porque do contrário não teria sentido criar incentivos”, Bernardini destacou que a entidade não pretende onerar os investimentos com, por exemplo, aumentos de alíquotas de importação. “Se houver aumento das alíquotas não se vai vender máquinas, o que vai contra a primeira premissa do programa que é aumentar o volume de investimento produtivo no Brasil”, frisou. “Estamos fazendo essa ginástica de estimular e proteger a produção nacional, melhorar nosso market share, sem sacrificar o custo do investimento no Brasil, que já é alto”.

Salientando que “preferia não antecipar medidas específicas porque não estão definidas”, o diretor informou que as conversas estão andando relativamente bem, embora não na velocidade que a entidade gostaria. A Abimaq espera uma definição do programa para o início de 2014. ”Estamos avançando no sentido de tornar mais competitiva a produção nacional”, afirmou.

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