(04/04/2010) – A Hurth-Infer iniciou 2010 disposta a colocar em prática alguns projetos, entre eles a instalação de uma unidade na Região Sul. Em Sorocaba (SP), onde está a matriz da empresa, estão sendo feitos investimentos em todas as áreas de atuação: produção de ferramentas rotativas (standard e especiais); produção de brochas e shavings; reafiação e recondicionamento de ferramentas; prestação de serviços de usinagem.
“Passada a turbulência do ano passado, decidimos voltar a investir”, afirma Aniello Milone Neto, diretor da Hurth-Infer. Segundo ele, o principal objetivo é manter a empresa atualizada tecnologicamente. “Quem quer se manter no mercado não tem outra alternativa, precisa investir”, diz, acrescentando que para garantir o futuro da empresa é fundamental buscar aumentar os ganhos de produtividade. Também estão sendo destinados recursos em treinamento para os funcionários e na implantação de um projeto de Lean Manufacturing.
Em máquinas e equipamentos, a Hurth-Infer está investindo R$ 6 milhões. Da Alemanha, importou uma máquina para a fabricação de brochas; da Austrália, uma afiadora CNC de 5 eixos para a produção e reafiação de rotativas. No mercado nacional, está adquirindo retíficas cilíndricas e centerless, para a área de afiação e recondicionamento de ferramentas; e uma fresadora portal CNC para a produção de porta-brochas e que também será utilizada pela mais recente unidade da empresa, de prestação de serviços de usinagem.
Quanto à filial na Região Sul, segundo Milone, trata-se de um antigo projeto da empresa. “Decidimos por nos instalar em Porto Alegre para atender toda a região”, diz o executivo, acrescentando que o local ainda não está 100% certo, mas que pretende estar com a unidade operando já em agosto deste ano. O investimento em Porto Alegre será em torno de R$ 2 milhões. “Será uma unidade de nossa área de prestação de serviços, a HI Services, que estará capacitada a prestar todos os nossos serviços de afiação e recondicionamento de ferramentas, tanto para brochas e shavings como para ferramentas rotativas”.
Milone se diz otimista em relação a 2010. Não acredita em crescimento muito forte no mercado brasileiro, mas avalia que é possível crescer entre 15 e 20% em relação ao ano passado, o que reconhece que não é muito, tendo em vista que a queda em 2009 ficou próxima de 40%. “Mas um crescimento na faixa dos 20% este ano será um indicativo que a tendência daqui para a frente é de crescimento”.