São Paulo, 29 de junho de 2026

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15/11/2013

Em expansão, YG-1 planeja montar fábrica no Brasil


(17/11/2013) – A YG-1, fabricante de ferramentas rotativas, está prestes a definir o investimento em uma fábrica no Brasil. Em recente visita ao País, Ho-Keun Song, CEO da companhia sul-coreana, afirmou num encontro com clientes que a companhia tem a intenção de ter uma base de fabricação local, o que pode acontecer já em 2014. O empresário disse que a operação brasileira, criada há seis anos, já atingiu ponto de maturação que justifica a construção de uma fábrica.

Ter uma fábrica no Brasil faz parte dos planos da companhia coreana desde a instalação da subsidiária brasileira, em 2007. Naquela ocasião, Song informou ao Usinagem-Brasil que entre os planos de expansão da empresa estavam a instalação de fábricas nos principais países emergentes. Atualmente, a YG-1 – além da Coreia do Sul – conta com fábricas nos EUA, Canadá, Japão, Alemanha, China, Índia e Turquia.

Os números da filial brasileira são bastante positivos. A empresa tem registrado crescimento constante e a previsão para 2013 é fechar o exercício com alta de 30 a 35% sobre o ano passado. “Nós tínhamos projetado crescimento de 20% para este ano. O resultado está acima da expectativa inicial”, comenta Walter Campos Jr, diretor-geral da YG-1 América Latina.

Na avaliação do diretor, alguns fatores contribuíram para esse desempenho. O principal deles foi a maior disponibilidade de estoque. Desde o ano passado, além de ampliar o portfólio local para cerca de 10 mil itens, a filial dobrou o estoque disponível. “Com pronta entrega conseguimos responder mais rapidamente às necessidades dos clientes”, acrescenta.

Outro fator foi o lançamento da marca New Century no Brasil, com portfólio formado basicamente pelos itens que são considerados commodities no segmento de ferramentas rotativas, como fresas e machos-máquina de HSS-M2. “É uma linha voltada para o mercado de base e que não faz parte do escopo da YG-1”, observa Campos Jr., acrescentando que a nova linha expandiu a base de clientes da empresa.

O diretor lembra que o bom desempenho em 2013 foi obtido apesar do aumento do valor do dólar. “Com lista em reais, seguramos o aumento de preços o máximo de tempo possível e, em agosto, repassamos apenas parte dessa variação”, diz, acrescentando que neste último trimestre a demanda tem apresentado sinais de retração.

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