São Paulo, 02 de julho de 2026

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09/11/2013

Randon registra pior ano na produção de vagões

(10/11/2013) – O crescimento de 25% do segmento de semirreboques salvou a Randon Implementos de forte queda no faturamento em 2013. Para o gerente da Divisão Ferroviária, Claude Padilha, esse foi o pior ano desde que a empresa começou a produzir vagões, em 2004.

A produção foi de 300 unidades em 2013, ante 900 em 2012; uma queda de 60%. “Projetos foram adiados ou cancelados, tanto por parte do governo quanto de nossos clientes”, diz o gerente. A companhia também ficou longe da meta de responder por fatia de 30% do mercado nacional de vagões, que neste ano foi de 2.500 unidades.

A sazonalidade da produção de vagões é bem conhecida do mercado. No caso da Randon, como os modelos de vagões são muito similares aos semirreboques que fabrica, a produção é facilmente realocada. “A média de produção anual de vagões é de seis meses. Em alguns anos foram de quatro meses, em outros nove”, explica o gerente. A fábrica de Caxias do Sul deve retomar a produção de vagões – que não são produzidos desde o segundo trimestre – em dezembro e a empresa já avalia a possibilidade de contratações a partir de janeiro de 2014.

Apesar da decepção em 2013, Padilha avalia que a fabricação de vagões é uma aposta de longo prazo. “A expansão do setor ferroviário aparece em qualquer plano para o Brasil. É um caminho inevitável, mas não é possível saber quando realmente irá deslanchar. Daqui a quatro ou cinco anos, não sei”, comenta o gerente.

Uma das esperanças para alavancar o setor é a proposta de incentivo para renovação de frota que está sendo articulada pela Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) com o governo federal. O objetivo é saltar dos 2.500 vagões demandados para uma média de 4 a 5 mil por ano.

Nova fábrica – A Randon prepara plano de expansão e já adquiriu terreno de 120 hectares em Araraquara, interior de São Paulo. A empresa aguarda a melhoria da infraestrutura do local por parte da prefeitura da cidade para iniciar a construção da sua planta. O plano é estar com a fábrica em funcionamento no final de 2016. A previsão é fabricar vagões e semirreboques canavieiros. “Temos uma boa estrutura para readequar a produção. Tudo vai depender de como estiver o mercado até lá”, finaliza Padilha. (Juliana Passos)

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