São Paulo, 02 de julho de 2026

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26/10/2013

Os 10 cargos que ficarão em alta com o pré-sal

(27/10/2013) – O primeiro leilão do pré-sal deve provocar em breve intensa procura por profissionais especializados no setor de óleo e gás. É o que aponta recente levantamento elaborado pela Michael Page, empresa especializada em recrutamento e seleção de profissionais de alta e média gerência.

Bruno Stefani, gerente da Divisão de Óleo e Gás da Michael Page, diz que a indústria de petróleo demandará muitos profissionais de perfil técnico das mais diversas formações por um grande período de tempo. “Estimo o potencial para 20 anos consecutivos de investimento em tecnologia, infraestrutura, serviços e em mão de obra”, afirma. Em sua opinião, o momento trará oportunidades para os mais jovens e os mais experientes, em todas as fases da cadeia, passando pelas geociências, exploração, desenvolvimento e projetos, até chegar à produção.

A Michael Page listou 10 profissionais mais requisitados pelo setor nas três fases da cadeia – exploração, perfuração e produção. Confira:

I – Fase inicial de investigação para exploração – É a fase em que se estuda o potencial de exploração do campo, geralmente feitos por profissionais ligados à geologia. Os profissionais mais requisitados nesta primeira etapa são:

1 – Geólogos; 2 – Geofísicos; 3 – Petrofísicos;

II – Perfuração – Após o trabalho dos geólogos, entram em cena os profissionais que vão realizar os testes para confirmar a viabilidade da exploração apontada na fase de investigação. Confira os profissionais que entram nessa fase:

4 – Engenheiro de Perfuração – A formação em engenharia é obrigatória, mas a habilitação pode variar bastante entre os profissionais desse ramo. “Pode ser um engenheiro mecânico, civil, eletricista, entre outras habilitações. A formação é bem ampla”, diz. Como não existe pós-graduação em engenharia de perfuração, a especialização nesse ramo é “on the job”. “O profissional pode ter pós-graduação em petróleo, mas geralmente é uma pessoa que adquiriu experiência trabalhando para prestadoras de serviço para a indústria de óleo e gás”, explica, acrescentando que a grande escola dos engenheiros de perfuração costuma ser a experiência em turnos off-shore nas empresas prestadoras de serviço. Salário: nível júnior, com experiência de até 5 anos, tem remuneração fixa variando entre R$ 8 mil e 12 mil. Profissionais experientes chegam a ganhar mais de R$ 30 mil mensais.

5 – Gerentes de Perfuração – Formação técnica é a mesma do engenheiro de perfuração, o que diferencia é a função de gestão. “É um engenheiro de perfuração que foi ganhando experiência técnica suficiente para ser um gestor”, explica Stefani, lembrando que o cargo é destinado a profissionais com mais de 45 anos, já que geralmente a experiência necessária gira em torno dos 20 anos. Salário: como são profissionais de nível sênior, o salário pode ultrapassar os R$ 30 mil.

6 – Gerente de Contratos – Formação em engenharia é fundamental para gerenciar contratos de todos os tipos no setor de óleo e gás. O cargo, por ser de gestão, pede experiência técnica. Pode ser o responsável, por exemplo, pelo contrato de construção uma FPSO (Floating Production Storage and Offloading), que é, na verdade, uma grande planta química, só que a 200 km da costa. “Ele é o ‘dono’ de toda a embarcação e deve conhecer bem todas as fases do projeto”, explica Stefani. Salário: vai variar de R$ 15 mil a 40 mil, dependendo do porte da empresa e do nível de senioridade.

7 – Gerente de Engenharia – É quem vai comandar a equipe de engenheiros nos projetos que podem abarcar desde a tubulação da embarcação FPSO como também a parte mecânica, elétrica, entre outras. Como ocorre com os outros cargos de gestão em óleo e gás já citados, ter experiência na área vai fazer toda a diferença para garantir uma oportunidade nesta posição. Salário: vai variar de R$ 15 mil a 40 mil, dependendo do porte da empresa.

III – Fase de Produção – É a etapa final da cadeia de óleo e gás. Neste momento são contratadas prestadoras de diversos serviços de apoio à produção e manutenção, de acordo com o especialista. Veja os cargos com maior demanda nesta fase:

8 – Gerente de Operação – Formação em engenharia. Diversas habilitações profissionais se encaixam no perfil do gestor de operações. “Há movimentos no mercado de ir buscar esses profissionais na indústria química e petroquímica”, diz Stefani. É um cargo com alto grau de responsabilidade, já que é o profissional responsável por gerenciar toda a planta química off-shore, a FPSO. Por isso a experiência é o diferencial para garantir a vaga. Salário: profissionais com 10 anos de experiência ganham, em média, R$ 35 mil. Quanto maior o tempo de experiência, maior o salário, que pode chegar a R$ 50 mil.

9 – Oficiais de Náutica – De acordo com Stefani, este é um gargalo de formação no Brasil. “Os oficiais de náutica são formados pela Marinha e é uma área que não desperta muita atenção dos jovens na época de faculdade”, diz, ressaltando que todas as embarcações que fazem o apoio da produção precisam ter oficiais de náutica. Salário: para um comandante pode passar de 30 mil reais. “Recentemente fizemos uma posição bem específica de comandante para uma empresa internacional, o profissional selecionado era de nível sênior, tinha 30 anos de experiência, e o salário chegou aos 40 mil reais”, informa.

10 – Gerente de Plataforma – Formação em engenharia e experiência prévia são fundamentais para o cargo. Outro ponto importante é a necessidade das habilidades de gestão e comprometimento com o projeto, assim como a preocupação com questões de segurança do trabalho, destaca Bruno. Salário: R$ 25 mil a 35 mil. “Tem a questão da periculosidade, pelo fato de estarem embarcados, que aumenta o salário também”, lembra o especialista.

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