São Paulo, 02 de julho de 2026

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19/10/2013

Fundição: setor projeta crescimento e investimentos

(20/10/2013) – Após fechar 2012 com queda no volume de negócios, o setor de fundição foi recuperando o nível de negócios em 2013. A expectativa é fechar o exercício com crescimento entre 10 e 11%, praticamente retornando ao patamar de 2011, considerado o melhor ano deste setor industrial no Brasil.

“Temos uma excelente perspectiva para os próximos anos, principalmente em função da indústria automotiva (responsável por quase 60% do consumo de fundidos no País) que, com o Programa Inovar-Auto, deve ampliar o conteúdo local na produção de veículos”, afirma Remo de Simone, presidente da Abifa – Associação Brasileira de Fundição.  Para o próximo ano, a previsão de crescimento é de 8 a 9%.

Na opinião do dirigente, a situação só não é melhor porque a rentabilidade das empresas está deixando a desejar. “Temos uma pressão com o aumento de custos nos nossos insumos, com destaque para a energia, e uma grande dificuldade de repassar esse aumento para nossos clientes”, informa.

De Simone reconhece, no entanto, que existem dificuldades que afetam alguns segmentos da cadeia produtiva, como as ferramentarias, que sofrem forte concorrência dos importados. A importação também afeta fornecedores do setor automotivo, caso da FagorEderlan, fabricante de mangas de eixo. Juan Alberro, diretor-presidente da empresa, afirma que sua empresa não deve registrar crescimento em 2013: “a carteira de pedidos baixou porque as montadoras estão importando”.

PRODUchr38Ccedil;ÃO – Em 2013, o setor deve produzir cerca de 3,2 milhões de toneladas de fundidos, aproximando-se do total da capacidade instalada. De Simone lembra que estudo recente da Abifa prevê aumento da capacidade produtiva do País em cerca de 1 milhão de toneladas até 2017 – cerca de 30% do que hoje é produzido no País.

A entidade estima que até 2017 o setor irá realizar investimento no total de US$ 2,80 bilhões. Desses, US$ 2,20 bilhões devem ser voltados à ampliação da capacidade de produção e US$ 600 milhões devem ser direcionados à tecnologia e inovação.

“Este é um dos motivos da importância da realização desta feira”, disse De Simone, que concedeu está entrevista durante a Fenaf, feira realizada de 15 a 18 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu mais de 200 expositores e atraiu cerca de 32 mil visitantes, com crescimento de 10% em relação à edição anterior.

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