São Paulo, 02 de julho de 2026

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12/10/2013

A vez do Inovar-Máquinas Agrícolas e de Construção

(13/10/2013) – A Anfavea apresentou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na semana passada, em Brasília, o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Máquinas Autopropulsadas ou Inovar-Máquinas. Segundo a entidade, o programa visa o aumento da competitividade do segmento de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção por meio de incentivos à produção local.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o Inovar-Máquinas promoverá a reindustrialização do segmento: “Esta proposta é consenso entre nossas associadas. Temos também a concordância formal da Abimaq”. (A Abimaq, aliás, trabalha num projeto com este mesmo nome, voltado ao incentivo a compra de máquinas nacionais, que deve ser apresentado ao governo em 2014).

De 2007 a 2012 a participação dos importados nas vendas internas de máquinas de construção e rodoviárias registrou taxa anual de crescimento de 46% e hoje representa um terço do total dos negócios. De acordo com estimativa feita pela Anfavea e Abimaq, se este ritmo for mantido, em 2018, a participação será superior a 50%.

Movimento semelhante, de aumento das importações, foi notado também no segmento de máquinas agrícolas (tratores de roda) e, somado a isso, está ainda o fato de que o setor perdeu competitividade para exportar e que os planos de investimentos de novas empresas indicam tendência para produção com CKD.

“O Brasil é hoje o segundo maior mercado de colheitadeiras do mundo, mas ainda é preciso melhorar os índices de competitividade para atrair novos investimentos e garantir produção local completa, que permitirá o desenvolvimento não só do segmento, mas de toda sua cadeia produtiva”, disse Moan.

A proposta do Inovar-Máquinas foi baseada no Inovar-Auto e prevê o aumento da aquisição de insumos e peças brasileiras, incentivo ao investimento e crescimento das compras de máquinas industriais. Em Brasília, segundo a Agência Brasil, Moan detalhou um dos pontos do programa: “A ideia é quanto mais autopeças e bens de capital forem adquiridos no Brasil, para ampliação da capacidade produtiva e modernização das fábricas, mais se obtenha crédito para compensar o pagamento do IPI”.

Na próxima semana, técnicos da Anfavea irão se reunir com representantes do governo para discutir detalhes da iniciativa, incluindo o montante de renúncia fiscal que a proposta poderá acarretar. “O que nós entregamos ao ministro foram os conceitos. Na próxima semana, haverá reuniões técnicas para detalhar a proposta. A contrapartida oferecida pela Anfavea é o aumento dos investimentos, da produção nacional e da aquisição de bens de capital”, disse Moan. Ainda segundo a Agência Brasil, o presidente da Anfavea teria acrescentado: “seria obrigação nossa adquirir mais peças e máquinas aqui no Brasil”.

O setor de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção faturou US$ 10,3 bilhões em 2012, realizou investimentos na ordem de R$ 1,2 bilhão e teve participação de 2% no PIB industrial brasileiro. Hoje são 21 unidades fabris instaladas em cinco unidades federativas, que empregam 21,6 mil colaboradores e comercializam seus produtos nas mais de 1,1 mil concessionárias em todo o País.

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