
(15/09/2013) – “Vamos mostrar ao mundo que aquela, que já foi a segunda maior indústria naval nos anos 80, voltou e vai ser uma das maiores indústrias navais do mundo”, disse a presidente Dilma Roussef, durante visita ao Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro. Acompanhada da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, Dilma Roussef vistoriou as obras de conversão da plataforma P-74, além das obras de revitalização do próprio estaleiro.
O Inhaúma já foi o segundo maior estaleiro do mundo em construção de navios. Após de mais de uma década sem atividades, foi arrendado pela Petrobras e passa por diversas reformas para atender à crescente demanda da estatal. A reforma do Estaleiro Inhaúma inclui a reconstrução de importantes instalações como o dique seco, já em condições de uso, os Cais 01 e 02, oficinas, escritórios, refeitórios e equipamentos como guindastes.
“Acreditamos na capacidade do trabalhador brasileiro e das empresas desse país. O resultado dessa luta é o fato desse estaleiro estar de pé e produzindo”, enfatizou Dilma em seu discurso aos trabalhadores do estaleiro. Frisando que o setor naval já emprega hoje mais de 70 mil trabalhadores, a presidente afirmou que foi acertada a decisão de produzir no Brasil plataformas e sondas: “o setor de petróleo e gás será muito promissor para geração de empregos no Brasil”.
Revitalização do Inhaúma – A conversão do navio petroleiro do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) no FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo e gás) P-74 é a primeira grande obra em execução no Estaleiro Inhaúma após a sua retomada. Outras três plataformas destinadas à Bacia de Santos serão convertidas no local, as P-75, P-76 e P-77. Cada uma delas terá capacidade de produzir até 150 mil barris de petróleo por dia e de comprimir 7 milhões m³ de gás natural por dia.
As obras de revitalização do Inhaúma e de conversão do casco da P-74 geram cerca de 6 mil empregos. A previsão é de que elas sejam concluídas em dezembro de 2013 e agosto de 2014, respectivamente.